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Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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12
Jan19

Revista francesa L’Express dá destaque aos novos “políticos extravagantes” do Brasil

Talis Andrade
 
Por RFI
 
Revista francesa L’Express dá destaque aos novos “políticos extravagantes” do Brasil
 
Revista disse que Bolsonaro não é exceção no cenário político brasileiro Fotomontagem RFI
 
 

A revista francesa L’Express publicou nesta semana perfis de políticos que saíram vencedores nas eleições de 2018 no Brasil. A matéria dá destaque ao fato de que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, que chamou atenção da comunidade internacional pelo discurso sexista, racista e homofóbico, está longe de ser "uma exceção" no cenário político brasileiro atual, segundo a publicação.

"Vários candidatos extravagantes foram eleitos deputados federais, estaduais ou governadores", diz a revista. "Pouco conhecidos dos brasileiros antes da campanha eleitoral, essas personalidades atípicas foram guiadas pela onda de 'renovação' e 'cansaço' que levou o ex-capitão do Exército à presidência do país. [...] É o caso do novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Adepto de um discurso forte na cidade dominada pela violência, Witzel sugeriu o uso de armas e até mesmo de drones para abater os criminosos nas favelas", afirma L’Express.

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Dois jovens, dois destinos. O filho trans do governador e o filho da favelada, morto por bala perdida em uma favela do Rio

 

A publicação lembra que o partido de Bolsonaro, o PSL, passou de um parlamentar desde as últimas eleições a 52 em 2018, tornando-se o segundo maior partido na Câmara dos Deputados. Entre os eleitos, "há quem se veste com roupas de estampa militar, como é o caso de Daniel Silveira, que, durante a campanha eleitoral foi fotografado destruindo uma placa em homenagem a Marielle Franco, veredora do Rio assassinada em março de 2018".

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Assim como ajudou Bolsonaro, as redes sociais foram vitais para o resto dos eleitos em 2018, como a policial Kátia Sastre, de São Paulo, que viralizou ao atirar em um assaltante na frente da escola de seu filho. "Ela se tornou a 15ª deputada federal mais bem votada do Brasil", conta a revista L’Express.

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A internet também foi o que conduziu o youtuber Marcio Labre ao cargo de deputado do Estado do Rio de Janeiro, assim como o sargento Fahur, policial do Paraná, que conta com 3,2 milhões de seguidores em sua página no Facebook, onde ele classifica os pobres de "vagabundos" que "merecem receber um tiro".

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Sistema eleitoral de caricaturas

A lista não para: L’Express cita Kim Kataguiri, de 22 anos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre, eleito deputado; assim como Luiz Philippe de Orleans e Bragança, da família imperial brasileira, sem se esquecer, é claro, de Alexandre Frota, ex-ator pornô. A cantora gospel Flordelis, eleita deputada federal, é apontada pela revista como uma das principais representantes da bancada Bala, Boi e Bíblia (BBB). O lobby evangélico no Congresso, lembra L’Express, passou de 75 a 84 eleitos.

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O clã Bolsonaro não foi esquecido pela revista semanal: o filho mais velho de Jair, Flávio, ex-deputado, entrou no Senado; Eduardo, que apoia a pena de morte, tornou-se o deputado mais votado da história do país, com 1,84 milhão de votos; enquanto Carlos, que gerenciou a campanha do presidente eleito, conserva seu cargo de vereador no Rio de Janeiro.

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A revista francesa diz que o processo eleitoral brasileiro abre portas às candidaturas "folclóricas", com o sistema proporcional, que permite aos partidos mais votados a atribuição de uma parte dos votos a outros candidatos. A tarefa, agora, é conter o desemprego, regulamentar a questão das aposentadorias e solucionar os problemas ligados à economia, algo um pouco mais difícil do que viralizar na internet, segundo a L’Express.

 

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