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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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05
Jan21

RECEITA DA MORTE Sebastião Melo vai oferecer cloroquina e azitromicina para tratamento da Covid-19

Talis Andrade

Sebastião Melo e a cloroquina

REMÉDIOS PODEM MATAR 

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), formado em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, deu uma de PhD em Medicina.

Anunciou em coletiva de imprensa nessa segunda-feira (4), que pretende disponibilizar o "tratamento precoce" da Covid 19, na rede pública municipal, oferecendo hidroxicloroquina e azitromicina.

Apesar de pretender distribuir os medicamentos em massa, o charlatão não quis entrar no mérito da eficácia.

Defendidos publicamente por Jair Bolsonaro, os medicamentos podem matar. Depois o logro de culpar a peste, a pandemia. 

O trapaceiro disse que o seu papel, como gestor, é disponibilizar a medicação, e o seu uso é uma relação exclusiva entre médico e paciente. "O tratamento precoce é feito em milhares de cidades do Brasil. Não me perguntem se sou a favor ou contra. Compete ao médico receitar, é entre médico e paciente", afirmou. 

Essa relação prefeitura e distribuição dos remédios, ou médico e paciente não foi bem explicada.

Também falta esclarecer se recebeu cloroquina como doação ou comprou. Idem azitromicina.

No final, a Prefeitura repassa a vigarice para algum médico, que deve ser denunciado.

Quem toma cloroquina para covid 19, e morre, a família deve processar os responsáveis: prefeitura, posto de saúde, hospital, médico etc. 

De acordo com um estudo publicado em abril na revista especializada Nature Medicine, pacientes tratados com hidroxicloroquina e azitromicina apresentaram "anormalidades no eletrocardiograma" que indicam risco de "morte cardíaca súbita".

"Ambos os medicamentos demonstraram aumentar de forma independente o risco de vários tipos de anormalidades do ritmo cardíaco", aponta o estudo.

QUAIS OS MALES QUE A HIDROXICLOROQUINA PODE CAUSAR

Escreve a farmacêutica Mafalda Abreu sobre a hidroxicloroquina:

Depois da realização de diversos estudos científicos, concluiu-se que a hidroxicloroquina não é recomendada para o tratamento da infecção pelo novo coronavírus. Foi demonstrado recentemente, em ensaios clínicos realizados em doentes com COVID-19, que este medicamento parece não apresentar benefícios, além de aumentar a frequência de efeitos colaterais graves e a mortalidade, o que levou à suspensão temporária dos ensaios clínicos que estavam a decorrer em alguns países, com o medicamento.

Porém, os resultados destes ensaios estão a ser analisados, de forma a perceber a metodologia e a integridade dos dados, e até que a segurança do medicamento seja reavaliada. Saiba mais sobre os resultados dos estudos feitos com a hidroxicloroquina e outros remédios contra o novo coronavírus.

QUAIS OS MALES QUE A AZITROMICINA PODE CAUSAR

Azitromicina di-hidratada comprimido revestido é bem tolerado, apresentando baixa incidência de efeitos colaterais. Episódios passageiros de leve redução na contagem de neutrófilos (células de defesa do sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), monilíase (infecção causada pelo fungo do gênero Candida), vaginite (inflamação na vagina), anafilaxia (reação alérgica grave), anorexia (falta de apetite), reação agressiva, nervosismo, agitação, ansiedade, tontura, convulsões, cefaleia (dor de cabeça), hiperatividade, hipoestesia (diminuição da sensibilidade geral), parestesia (sensação anormal como ardor, formigamento e coceira, percebidos na pele e sem motivo aparente), sonolência, desmaio, casos raros de distúrbio de paladar/olfato e/ou perda, vertigem, disfunções auditivas (funcionamento anormal da audição), incluindo perda de audição, surdez e/ou tinido (zumbido no ouvido), palpitações e arritmias (alterações do ritmo do coração), incluindo taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos) ventricular, raros relatos de prolongamento QT e Torsades de Pointes (alterações do ritmo cardíaco), hipotensão (pressão baixa), vômito/diarreia (raramente resultando em desidratação), dispepsia (dor e queimação na região do estômago e esôfago), constipação (prisão de ventre), colite pseudomembranosa (infecção do intestino por bactéria da espécie C. difficile), pancreatite (inflamação no pâncreas), fezes amolecidas, desconforto abdominal (dor/cólica), flatulência, raros relatos de descoloração da língua, disfunção do fígado, hepatite (inflamação do fígado), icterícia colestática (coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares, devido a obstrução), casos raros de necrose hepática (morte de células do fígado) e insuficiência hepática a qual raramente resultou em morte, reações alérgicas incluindo prurido (coceira), rash (vermelhidão da pele), fotossensibilidade (sensibilidade exagerada da pele à luz), edema (inchaço), urticária (alergia da pele), angioedema, casos raros de reações dermatológicas graves, incluindo eritema multiforme (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em todo o corpo), Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA) (reação alérgica grave extensa com formação de vesículas contendo pus em seu interior), síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave com bolhas na pele e mucosas), necrólise epidérmica tóxica (descamação grave da camada superior da pele), reações adversas a medicamentos com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS - Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) - (Reações adversas a medicamentos com resposta generalizada), artralgia (dor nas articulações), nefrite intersticial (tipo de inflamação nos rins), disfunção renal aguda, astenia (fraqueza), cansaço, mal-estar

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