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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

16
Mai18

Quem sabe o paradeiro da sócia e amante de Alberto Youssef a doleira do tráfico de drogas Nelma Kodama?

Talis Andrade

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O doleiro Alberto Yousseff, uma das figuras centrais do maior escândalo de corrupção já revelado no Brasil: o assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, privatizado, para cobrir os botins bilionários, por Fernando Henrique do PSDB.

 

Youssef foi perdoado pela justiça safada.

 

Volta a praticar os mesmos crimes, e outros mais, como sucessor de PC Farias no tráfico de drogas, de diamantes, de dinheiro.

 

Preso em março de 2014, por envolvimento no esquema de propinas da Petrobras, Youssef é novamente perdoado, pelo mesmo juiz, o previsível Sergio Moro: lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, uso de documentos falsos e sonegação. 


De tão rico que é, Youssef aceita pagar uma multa de R$ 50 milhões. Compare que o triplex atribuido a Lula acaba de ser leiloado por R$ 2,2 milhões, quando realmente vale R$ 1,5 milhão.

 

Acontece que Youssef é o chefe do tráfico de drogas, do tráfico de diamantes, tráficos estes que, pela sua origem, deveriam ser investigados pela Lava Jato, que mudou de rumo, sem nenhuma explicação para as autoridades superiores sempre desrespeitadas, nem para o povo em geral, que não não vale nada para os que possuem foro privilegiado, e usam e abusam de "divinos poderes autoritários".

 

Três dias antes de Youssef ser preso em março de 2014, em São Luís, sua sócia e amante Nelma Kodama havia sido presa em flagrante, tentando embarcar para Milão com 200 mil euros escondidos.

 

Youssef estava na capital do Maranhão para entregar R$ 1,4 milhão em dinheiro em propina da construtora UTC. Foi preso no início da manhã e transferido para Curitiba em seguida. 

Youssef rezou para ir para o Paraná. Para os braços do velho conhecido Sergio Moro. O desfecho a gente já conhece: condenado de mentirinha a sofrer uma pena secular, o rei dos doleiros, em menos de três anos, já estava livre, leve e solto. Ficha corrida limpa. E toda fortuna bem lavada. Dinheiro de doleiro é feito vagina de prostituta, "lavou tá novo".

 

Repetindo: A pena de Youssef

 

CONDENAÇÃO

122 anos por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva

 

PENA APÓS DELAÇÃO

3 anos:  2 anos e 8 meses em regime fechado e 4 meses em casa, com tornozeleira eletrônica (já cumpridos)

 

MULTA

Devolução de R$ 50 milhões. Coisa pouca. Alberto Youssef escolheu alguns bens para leilão. Ninguém sabe que espertos fizeram os lances. Porque tudo foi vendido baratinho, que nem as quermesses das privatizações de Fernando Henrique, que nem o entreguismo de Michel, o Temer ário. 

 

RESTRIÇÃO

Não pode voltar a cometer crimes por 10 anos senão perde todos os benefícios do acordo de delação 

 

O que aconteceu com a sócia e amante de Alberto Yousef?

 

Qual o destino de Nelma Kodama, esquecida da Polícia Federal, da Justiça, da república do Paraná, das manchetes da grande imprensa, da orquestração da TV Globo, do general Braga interventor militar de Temer no Rio de Janeiro, que pediu R$ 4,2 bilhões para prender traficantes moradores de favelas? (Continua)