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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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24
Mai18

Quem sabe dos danos e perdas do Brasil com os acordos secretos do doleiro Youssef com a Justiça dos Estados Unidos?

Talis Andrade

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O CRIME COMPENSA Alberto Youssef, rei dos doleiros, foi preso no Maranhão em março de 2014, e no dia seguinte embarcou para Curitiba, para ser novamente julgado por Moro, e para ser novamente premiado com uma delação aceita por Moro. Youssef está livre, leve e solto

 
 
(Época) Sob sigilo extremo, em setembro de 2015, estava estava em curso uma negociação inicial entre procuradores de Nova York e o doleiro Alberto Youssef para realizar um acordo de delação premiada. O objetivo é que o principal operador da Lava Jato conte o que sabe sobre as falcatruas na estatal. As conversas, em estágio preliminar, têm sido conduzidas pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, defensor de Youssef no petrolão. 
 
 
Como esse encontro aconteceu só o diabo sabe, porque Youssef estava na cadeia da Polícia Federal, à disposição do juiz Sergio Moro, conhecido do doleiro desde os tempos do assalto ao BanEstado - Banco do Estado do Paraná, privatizado por Fernando Henrique, para bafar o tráfico de bilhões de dólares.
 
Os procuradores estrangeiros representam os investidores estadunidenses, que alegam a perda de lucro com a queda das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York. Youssef, para evitar o bloqueio de seu patrimônio no exterior, poderá explicar como funcionavam os pagamentos de propinas e o uso político da estatal pelo Planalto. O responsável por negociar com os colaboradores da Lava Jato será o procurador americano Patrick Stokes, que deverá viajar para Curitiba entre outubro e novembro para falar diretamente com Youssef. 
 
Atentem para a informação
Youssef, para evitar o bloqueio de seu patrimônio no exterior... No acordo de delação premiada de Youssef, esse patrimônio não aparece. Mágica que somente o amigo Sergio Moro pode explicar
 
 Essa não é a primeira vez que Figueiredo Basto, o rei das delações, faz um acordo de delação premiada internacional. Em 2005, ele ajudou o doleiro Clark Setton a fazer uma colaboração com autoridades americanas no caso de evasão de divisas do Banestado – que também teve Youssef como um de seus principais operadores. 

A ideia de Youssef colaborar com os investigadores nos Estados Unidos surgiu, após um encontro realizado entre o advogado do doleiro, um agente do FBI e representantes de um grupo de investidores que teve prejuízo com a desvalorização dos papéis da Petrobras. Entre eles estão o USS, maior fundo de pensão do Reino Unido; o State Retirement Systems, união dos fundos de pensão de servidores dos Estados americanos Ohio, Idaho e Havaí; a gestora de recursos norueguesa Skagen, entre outros. 
 
O cálculo estimado para as perdas chega a mais de meio bilhão de reais. Esses acionistas entraram com ações coletivas, conhecidas como “class-action”, que estão em curso na Corte de Nova York. Por isso, estiveram no Brasil, atrás de provas colhidas pela Lava Jato.
 
Atentem para a informação: 
 
 
Estiveram no Brasil, atrás de provas colhidas pela Lava Jato. Que a Lava Jato vem tendo várias serventias. Nenhuma para o bem do Brasil. Destruiu a imagem das grandes empresas brasileiras, fez o Brasil devedor de pesadas multas em moeda estrangeira, promoveu o golpe da direita, o impeachment de Dilma, a entrega do governo a Michel Temer do quadrilhão da Câmara dos Deputados, prendeu Lula, candidato a presidente preferido do povo nas eleições de outubro próximo. E jogou o Brasil na desesperança. Tudo pode acontecer nestes próximos seis meses. O povo em geral paga o alto preço da incerteza.    

 

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Na mesma época, a Fundação Bill & Melinda Gates, do fundador da Microsoft, também entrou com uma queixa na Corte federal de Nova York, alegando que foi lesada pelo “esquema de suborno e lavagem de dinheiro” na Petrobras.



Nos Estados Unidos, o acordo de colaboração com a Justiça existe desde a década de 1960.
 
 
O objetivo de Youssef em fechar uma cooperação com as autoridades americanas é evitar se tornar alvo também de um processo por lá. Numa eventual condenação criminal, Youssef seria proibido de entrar nos Estados Unidos ou de viajar para o exterior. No entanto, o maior prejuízo seria a condenação numa ação cível, que poderia bloquear seu patrimônio para ressarcir os investidores prejudicados. 
 
Atentem para o objetivo de Youssef:
 
 
Evitar que seu patrimônio seja bloqueado no exterior
 
No Brasil, Youssef já está perdoado por Moro, pegou 103 anos de cadeia. Pena reduzida para 2 anos e oito meses. E mais uma multa camarada de 50 milhões. Para quem traficou bilhões de dólares, de euros, 50 milhões de reais não é nada, não é nada. 
 
 

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