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04
Jun18

PROVAS CONTRA MORO: DOLEIROS DENUNCIAM ESQUEMA DE VENDA DE PROTEÇÃO NA LAVA JATO

Talis Andrade

 

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 Youssef, o doleiro de estimação de Moro, desde os tempos do BanEstado. PAIXÃO


por Fábio St Rios

 

Recentemente, a operação da Polícia Federal chamada “Câmbio, desligo”, prendeu diversos doleiros num esquema que envolve diversos países, e inúmeras maneiras de enviar e trazer remessas de dinheiro ilegal, tanto do Brasil, quanto de qualquer país, em direção a paraísos fiscais. O que causou estranheza e espanto a muitos, foi o pedido da defesa dos doleiros: Queriam ser julgados pela vara do juiz Sérgio Moro.

 

Ora, dizem que todos têm medo do juiz 'moralista' da República de Curitiba, por que os doleiros não? Esta uma pergunta que começa a ser respondida, com a tentativa de formalizar um acordo de delação premiada. Segundo os doleiros, o advogado lavajateiro, que vem fazendo fortuna com a operação, sendo considerado o maior especialista em delação, teria extorquido o grupo. Que pagava propina por proteção na Lava Jato. Esse fato começa a fazer sentido. Explica o pedido de encaminharem os casos ao juiz Sérgio Moro.

 

A acusação dos doleiros vai certeira sobre o Moro, já que ele seria o principal agente protetor, envolvendo, inclusive, o procurador DD, do depoimento do doleiro e advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran, que muitos afirmam ser outro 'moralista', Deltan Dallagnol.

 

Os doleiros Vinícius Claret, o “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, acusados de integrar o esquema comandado pelo “doleiro dos doleiros” Dario Messer, disseram ao MPF do Rio de Janeiro que Bastos cobrava US$ 50 mil mensais a título de taxa de proteção, para garanti-los perante “o Ministério Público Federal e a Polícia Federal” de Curitiba.

 

Enrico passou a dizer que o escritório deveria pagar US$ 50 mil por mês para fornecer uma proteção a Dario e às pessoas ligadas ao câmbio. Que essa proteção seria dada pelo advogado Figueiredo Basto e outro advogado que trabalhava com ele”, diz trecho da delação feita por Souza aos procuradores Eduardo Ribeiro Gomes El Hage e Rodrigo Timoteo da Costa e Silva, da Procuradoria da República no Rio”. Diz a matéria feita pelo Estadão.

 

Outros doleiros também pagavam a referida taxa.

 

 

Segundo as delações, Enrico não dava detalhes da “proteção” e integrantes do esquema chegaram a se desligar da operação por desconfiar da cobrança. “Os pagamentos foram feitos de 2005/2006 até 2013. O colaborador não recebia qualquer tipo de informação verossímil de Enrico. A exigência de tais pagamentos fez com que Najun Turner (doleiro) se desentendesse com Dario e Enrico, pois o mesmo se recusava a pagar”, diz outro trecho da delação de Claret.

 

Com os dois casos cruzados, o pedido dos doleiros passa a fazer sentido. Ninguém pediria para ser julgado por um juiz extremamente punitivista e vaidoso, a menos que tivesse um grande trunfo contra ele. O doleiros, provavelmente, deram apenas uma amostra do estrago que podem fazer à Lava Jato e ao juiz herói dos idiotas.

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P.S. deste correspondente:

 

Outro doleiro que pediu para ser julgado por Sergio Moro foi Alberto Youssef, preso no Maranhão, dia 17 de março de 2014. Noticiou O Globo no mesmo dia da prisão:

 

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (17), em um hotel no bairro da Ponta d'Areia, em São Luís, o doleiro Alberto Youssef, suspeito de fazer parte de uma organização criminosa que usava empresas de fachada para movimentar dinheiro que entrava no Brasil de forma irregular.

 

         Segundo a polícia, a quadrilha chegou a movimentar R$ 10 bilhões, dinheiro de tráfico internacional de            

         drogas, mercado ilegal de câmbio, desvio de recursos públicos e contrabando de pedras preciosas. O

         doleiro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, que comandou as investigações".

 

Que fique patenteado que a Lava Jato foi criada para investigar os bilionário tráficos de drogas e de diamantes.

Investigações que pararam não se sabe porquê. E mais: Alberto Youssef, que passou apenas dois anos e oito meses preso, foi condenado por corrupção passiva na ação penal dos desvios da Petrobras. E como fica o tráfico de drogas? Também fica impune o Youssef do tráfico de diamantes? Repetindo: "A quadrilha chegou a movimentar dez bilhões de reais, dinheiro do tráfico internacional de drogas e contrabando de pedras preciosas". Por que Youssef está livre, leve e solto, vivendo no luxo e na luxúria? Com Youssef, ficaram em liberdade, e intocáveis, sua esposa, sua amante Nelma Kodama, a Dama do Mercado, sua filha mais velha, todas doleiras de profissão. E muito mais, o "primo", também libanês, Carlos Habid Chater.

 

Chater está solto. Chater comanda todos os cambistas, casas de jogos, diferentes tráficos, notadamente de moedas, de drogas, de diamantes, todos os rendosos negócios da noite de Brasília, e Moro libertou o chefe dos chefes, já que existem o rei dos doleiros Alberto Youssef, e o doleiro dos doleiros Dario Messer.

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 A amante de Youssef, Taciana Camargo, foi capa da revista Veja

 

 

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