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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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10
Set19

Procurador mente, diz que ganha salário 'miserê' de R$ 24 mil, quando recebeu em média R$ 60 mil líquidos por mês

Talis Andrade

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O áudio com a reclamação do procurador Leonardo Azeredo dos Santos a respeito do seu salário “miserê” de R$ 24 mil foi o assunto mais repercutido na internet brasileira nesta segunda-feira (9).

Nesta terça-feira (10), manifestantes colocaram uma caixa de papelão em frente à Igreja São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, com o seguinte pedido: “Ajude o procurador do MPMG a sair do miserê. Deposite aqui sua doação”.

A declaração mentirosa de Leonardo Azeredo foi gravada durante a 5ª reunião extraordinária do colegiado do MPMG, que discutia o Orçamento de 2020.

Levantamento feito no Portal da Transparência mostra que Leonardo Azeredo, o procurador de Minas Gerais que chamou de “miserê” salário de R$ 24 mil e estava com medo de "virar pedinte", recebeu, em média, R$ 60 mil líquidos por mês em 2019. "O valor soma salário, indenizações e outras remunerações", informa o G1.

"Junho foi o mês em que o procurador recebeu maior vencimento, de R$ 50.104,64. Somaram-se a este valor R$ 28.513 de indenizações e outras remunerações. O valor final recebido foi de R$ 78.617,66", conta a reportagem.

Em áudio que viralizou nesta segunda (9), Azeredo explica o motivo de sua angústia com os R$ 24 mil mensais. “Infelizmente, não tenho origem humilde. Não sou acostumado com tanta limitação”, diz. “Todo mundo já verificou que é um salário relativamente baixo. Sobretudo para quem tem mulher e filho (…) Não sei se vou receber a mais, se vai ter algum cálculo dos atrasados que vai me salvar, salvar a minha pele.”

Ele completa: “estou fazendo a minha parte. Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou passando a gastar R$ 8 (mil), para poder viver com os meus R$ 24 mil. Agora, eu e vários outros, já estamos vivendo à base de comprimidos, à base de antidepressivo. Estou falando desse jeito aqui com dois comprimidos sertralina por dia, tomo dois ansiolíticos por dia e ainda estou falando desse jeito. Imagine se eu não tomasse? Ia ser pior que o Ronaldinho. Vamos ficar desse jeito? Nós vamos baixar mais a crista? Nós vamos virar pedinte, quase?”, disse o procurador.

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