Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

21
Mai21

Pouca vacina e muita cloroquina os males do Brasil são

Talis Andrade

mentira pernas.jpg

 

por Alex Solnik

- - -

Números não mentem jamais.

Desde o dia em que assumiu até o dia em que foi gentilmente defenestrado, período de dez meses, Pazuello, mais que ministro da Saúde foi o ministro da cloroquina, o que está devidamente registrado em posts, lives e imprensa em geral e em protocolos por ele assinados.

Os dois primeiros ministros da Saúde da era pandêmica foram para a rua por se recusarem a adotar a cloroquina como tratamento contra o coronavírus, exigência de Bolsonaro, o único líder mundial que se transformou em curandeiro na maior pandemia dos últimos 100 anos.

De 12 de março de 2020 – quando morreu o primeiro brasileiro - até 20 de maio de 2020 – cinco dias depois de Pazuello assumir o ministério, interinamente – 5.363 brasileiros haviam morrido de covid-19. Até 21 de março de 2021 – seis dias depois de Pazuello ser demitido – foram a óbito 294 mil.

Se a cloroquina tivesse alguma eficácia, o número de óbitos deveria ter caído e não aumentado mais de 40 vezes.

Nesses mesmos dez meses fatídicos as vacinas foram solenemente ignoradas por Bolsonaro e seu ministro de estimação, sob os argumentos mais canhestros, como preço, falta de medidas legais, desconfiança, soberania, efeitos colaterais adversos

Enquanto esse pesadelo acontecia no Brasil, países mundo afora – como Israel, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e até o Chile, para não sairmos da América Latina – compraram vacinas em meados do ano passado, como era de esperar de estados que têm como prioridade proteger seus cidadãos e a essa altura do campeonato apresentam números declinantes de casos e de mortes porque já vacinaram mais da metade da população.

Se for necessário exibir mais provas de que vacinas salvam, basta olhar os Estados Unidos.

Enquanto o presidente foi Trump – que comprou vacinas, mas era um notório negacionista e saiu da presidência quando a vacinação apenas engatinhava – o país chegou ao pico de 5 mil mortos em 24 horas; hoje, com a vacinação em massa liderada por Biden, caiu para em torno de 300.

A estupidez, a arrogância e o obscurantismo continuam, no entanto, a prevalecer em nosso país. Bolsonaro e seu ministro não compraram vacinas quando foram ofertadas e agora a vacinação está devagar, quase parando, enquanto o chefe da nação continua promovendo a cloroquina.

E matando nossos conterrâneos e a nossa economia.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub