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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

11
Ago18

"Por um governo que sirva ao povo". Marcia governadora

Talis Andrade

marcia tiburi lula.jpg

Para a filósofa e candidata ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Márcia Tiburi, "o fascismo não é maior que a generosidade do povo brasileiro".

 

Ela completa seu raciocínio sobre a generosidade do povo usando Lula como exemplo. "O ex-presidente, ao invés de ser um sujeito execrado pelas massas, torna-se cada vez mais heroico, adorável, mítico", avalia.

 

Tiburi relata que, nas comunidades, a grande maioria das mulheres são lulistas. "E, quando descobrem que eu sou a candidata de Lula, sou recebida com muito receptividade, a simpatia é característica do povo fluminense".  

 

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O Rio tirando o atraso. Marcia governadora

 

As eleições que se aproximam representam uma disputa entre duas concepções de Estado: de um lado, um Estado que sirva preferencialmente ao mercado e aos bancos; de outro, um Estado que sirva ao povo.

Durante muito tempo, bastava falar "Lula", e "confirmar" a hipótese dos inquisidores, para que acusados de crimes graves conseguissem a liberdade. Agora, parece que a "palavra que liberta" é Dilma. Em breve, será Fernando, Manuela ou qualquer um que deseje melhorar o país.

Me pediram para descrever uma atipicidade no processo que condenou Lula: são muitas, mas vou mencionar a parcialidade do julgador. Desde que Moro vazou, em violação à lei, conversas do Lula com a então presidente Dilma, perdeu qualquer condição de ser visto como imparcial.

 

9 de agosto, duas pessoas foram atingidas por balas "perdidas". Um aposentado morreu, uma adolescente está hospitalizada. Mais duas vítimas de um projeto perverso de gestão e extermínio da parcela mais pobre da população.

Pela primeira vez, o Tribunal de Justiça do Rio teve a coragem de declarar que a opção política pelo confronto, dentro da lógica da guerra contra o inimigo interno, que tantas vítimas já produziu, viola a Constituição. Uma importante passo em direção à legalidade democrática.

 

O discurso conservador (com toques de um moralismo hipócrita) procura compensar, remetendo a um passado idealizado, os efeitos perversos das políticas econômicas comprometidas com o mercado e o capital financeiro.

O Centro do Rio perdeu mais de 250 lojas no período de janeiro a maio deste ano. Isso é reflexo da opção política de favorecer o capital financeiro em detrimento dos setores produtivos. A opção de priorizar os super-ricos gerou o caos econômico no estado do Rio de Janeiro."