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O CORRESPONDENTE

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27
Mar21

PGR teme que procuradores criminosos sejam investigados e punidos

Talis Andrade

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Os procuradores da autodenominada Liga da Justiça da autodenominada Operação Lava Jato da autodenominada República de Curitiba temem tomar os venenos que aplicaram nos adversários políticos que apoiavam a presidente Dilma Roussef e a terceira eleição de Lula a presidente em 2018, disputando com Jair Bolsonaro que, sem adversário, venceu o pleito sem participar de debates e sem o apoio dos grandes partidos. E mais: Elegeu o filho mais velho, Zero Um senador pelo Rio de Janeiro, e o filho Zero Três deputado federal mais votado da História do Brasil. 

Empossado presidente, Bolsonaro nomeou o chefe da Lava Jato, conforme acordado na campanha do primeiro turno, o juiz Sergio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública. Faziam parte do acordo mais duas botijas: uma pensão (valor não revelado) e uma vaga de ministro no Superior Tribunal de Justiça - STF. E os delegados que prenderam Lula foram todos nomeados para cargos de chefia na Polícia Federal e Ministério da Segurança Pública. 

Superministro, Moro passou a costurar, via polícias estaduais e federais, sua candidatura a presidente do Brasil em 2022. Sentindo-se ameaçado, Bolsonaro despachou Moro, que aparece como sócio de uma multinacional que lucra com os destroços das grandes empresas brasileiras destruídas pela Lava Jato e serviços de espionagem e inteligência dos Estados Unidos.

Um juiz de piso e um punhado de procuradores tinham um poder descomunal, advindo do Império do Tio Sam, e de desembargadores no TRF-4, e ministros no STJ e STF, daí o desacato, a prepotência, o abuso de poder, o despropósito de emparedar ministros que não pactuavam com o projeto de poder da Lava Jato, que atuava como justiça paralela, um juízo universal acima da lei. 

Os crimes da Lava Jato, organização criminosa, milícia judicial, precisam ser investigados. Uma CPI da Lava Jato está engavetada no Congresso. Existem crimes denunciados de cobrança de mesada (doleiro Dario Messer), de propina (advogado Tacla Duran), de favorecimentos nas delações mais do que premiadas, e desvios de multas bilionárias nos acordos de leniência administrados pela empresa de Sergio Moro e outros novos ricos da Lava Jato.

Citando risco de prisões e de afastamento de procuradores, a Procuradoria Geral da República, por corporativismo e medo, pede ao Supremo Tribunal Federal a suspensão urgente da investigação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra integrantes do Ministério Público.

O ofício é assinado pelo subprocurador-geral da República, José Adonis Callou de Araújo Sá, e encaminhado à ministra Rosa Weber, que nesta semana negou dois pedidos para suspender a investigação, sob o argumento de que não havia risco à liberdade dos alvos da investigação. O subprocurador alega agora que “a situação mudou”.
O documento foi apresentado com base na informação de que o presidente do STJ prepara uma ação de busca e apreensão contra Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato.

O inquérito cita nominalmente seis procuradores como alvos iniciais. Quatro deles integraram a Lava Jato de Curitiba: Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Diogo Castor de Mattos e Orlando Martello Júnior.

“Sobre o perigo da demora, após ter obtido todo o material da Operação Spoofing , o Ministro Presidente do Superior Tribunal de Justiça pretende decretar medidas invasivas, entre elas busca e apreensão, caminho natural, repita-se, do tipo de apuração em exame. Registre-se, inclusive, que não se pode descartar o afastamento judicial de membros do Ministério Público Federal e até prisão”, escreveu o subprocurador-geral da República, segundo reportagem do Globo.

O inquérito 

Martins instaurou o inquérito depois da imprensa publicar conversas entre integrantes do Ministério Público Federal no Paraná. Destaque-se o diálogo de Deltan Dallagnol, então coordenador da "lava jato", combinando com um fiscal da Receita Federal a quebra de sigilo de ministros do STJ. Diogo Castor também é um importante personagem da conspiração.

O abuso de espionar ministros era tratado com naturalidade e a Receita funcionava como um braço lavajatista. Os acertos ilegais eram feitos com Roberto Leonel de Oliveira Lima, chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação na 9ª Região Fiscal. Pela cooperação, Roberto Leonel foi premiado quando Sergio Moro tornou-se ministro da Justiça, com o comando do Coaf.

Em julho de 2015, os procuradores discutiam uma anotação encontrada com Flávio Lúcio Magalhães, apontado como operador de propina da Andrade Gutierrez. A lista citava diversas pessoas, entre elas ministros do STJ. 

"A RF [Receita Federal] pode, com base na lista, fazer uma análise patrimonial [dos ministros], que tal?", diz Dallagnol. Em seguida o procurador informa: "Combinamos com a Receita."

A conversa mostra que o MPF no Paraná só tinha por honestos ministros que atendiam, incondicionalmente, os pedidos da "lava jato".

"Felix Fischer eu duvido. Eh (sic) um cara sério", diz Castor em referência ao relator dos processos da "lava jato" no STJ. No STF, os três reis Luís de Oropa, França e Bahia: o Santo (de Pau Oco), o Calvo ou Cabeleira, e o Sem Cabeça. 

 

 

 

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