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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

19
Mai20

Peça 4 – o avanço do militarismo

Talis Andrade

 

cass principe bolsonaro mourão.jpg

 

Xadrez da incógnita Hamilton Mourão

por Luis Nassif

- - -

Há uma dinâmica corporativa por trás da ocupação de espaço civil pelos militares. A história comprova. Castello Branco assumiu a presidência em 1964 prometendo eleições presidenciais para dali a dois anos. Abriu espaço para o poder militar. No final do seu governo, o Ministro do Exército, Costa e Silva, não admitiu a devolução do poder aos civis. E, com a Junta Militar, inaugurou-se o mais sangrento regime brasileiro, superando até a violência do Estado Novo.

A abertura para o poder militar teve início com o governo Temer, com a entrega do Ministério de Defesa a um militar, a convocação do general Sérgio Etchgoyen para o Gabinete de Segurança Institucional e, no abuso final, o GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no Rio de Janeiro, transformando-a ilegalmente em uma intervenção militar. Não houve nenhuma reação da Procuradora Geral da República Raquel Dodge.

Com Bolsonaro, de cara militares assumiram 7 mil cargos na máquina pública. Gradativamente foram assumindo novas posições, culminando com o controle das operações do Ministério da Saúde na batalha contra o coronavirus.

Agora, entra-se em uma fase crítica, na qual há grande possibilidade de Mourão assumir a presidência. E aí, a Peça 1, a anomia das instituiçoes, passa a ser relevante.

Dois pontos provocam resistências a essa saída.

O primeiro, o risco da militarização definitiva, com o governo sendo conduzido por um militar racional e estrategista – e não um sub-oficial estabanado com mais vinculações com as milícias do que com as Forças armadas.

O segundo, a resistência de Mourão em negociar com grupos políticos. Ele tem resistido aos apelos de seus aliados militares, afirmando que não pretende assumir a presidência com amarras.

De qualquer modo... 

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