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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

12
Ago18

Para prender Lula, a justiça malandra até de férias trabalha

Talis Andrade

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Em entrevista à jornalista Andreza Matais, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, falou pela primeira vez sobre o escabroso episódio em que a ordem judicial para soltar o ex-presidente Lula, o habeas corpus do desembargador Rogério Favretto, do TRF-4, foi descumprido. Facciosamente desconsiderado.

 

Segundo Galloro, partiu do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores (foto), a determinação para descumprir o alvará de soltura. Thompson Flores alegou que havia um 'conflito de competência' entre Favretto e o desembargador Gebran Neto – o que era injustificável, falso, enganador. 

 

Considere que todos os personagens participantes dessa farsa contra Lula estavam de férias. Apenas o desembargador de plantão, Rogério Favreto, tinha o poder de decisão naquela data. Segundo a revista Veja, Gebran confessou ter ignorado a lei brasileira para manter Lula preso (saiba mais aqui).

 

Leia, abaixo, o trecho em que Galloro fala sobre a atuação de Thompson Flores no caso:

 

Andreza Matais: - Em algum momento a PF pensou em soltar o ex-presidente?

 

Rogério Galloro: - Diante das divergências, decidimos fazer a nossa interpretação. Concluímos que iríamos cumprir a decisão do plantonista do TRF-4. Falei para o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública): 'Ministro, nós vamos soltar'. Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura.

 

E arrematou Galloro: - 'E agora?' Depois foi o (presidente do TRF-4) Thompson (Flores) quem nos ligou. 'Eu estou determinando, não soltem'. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.

 

O delegado deu uma de quem não conhece a lei. Preferiu obedecer, cega e malandramente, a Thompson, que deu uma de comandante em chefe da Polícia Federal, polícia política do golpe de Temer e da Lava Jato a serviço do colonialismo estadunidense. Que o petróleo era nosso! E nossa a Petrobrás! E Lula é de esquerda! É da turma do Papa comunista! Lula não pode ser presidente! 

 

Galloro ficou esperando as cartas da má sorte

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O dia em que o telefone substituiu o rotineiro correio eletrônico da justiça brasileira

 

Delegado Rogério Galloro: (De passeio, em Brasília, mordendo um sanduíche no Park Shopping): - Quer repetir?

 

Sergio Moro (De sunga, e de férias em uma praia de Portugal): - Prende!

 

Raul Jungmann (Depois de ouvir Michel Temer): - Prende!

 

Raquel Dodge (Dos Estados Unidos, onde residem o marido e filhos): - Prende!

 

Gebran Neto (De férias, em local ignorado): - Prende!

 

Thonpson Flores (De ressaca e sonolento, acordado por telefonema internacional de Sérgio Moro): - Prende!

 

 

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