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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Nov18

Os fatos caminham contra Bolsonaro. Em todos os sentidos

Talis Andrade

por Helio Fernandes

 

MOURÃO-X-RAIO.jpg

 

Depois de ganhar o primeiro e o segundo turno, obtendo 48 milhões de votos, usando todos os recursos, os legítimos (raros) e os ilegítimos, (vastos) não acerta uma decisão pessoal. Seu ministério é um desequilíbrio total, a cada nome, um problema. Agora surge uma contrariedade, com cara de desastre, sem a menor participação dele.

 

A cirurgia, que estava marcada para 12 de dezembro, foi prorrogada para depois da posse. O que significa que o vice-general, com quem vive ás caneladas, assumirá rapidamente.

 

PS - Não esquecer, que o vice Mourão afirmou em entrevista na Televisa: "Bolsonaro não assumirá, não tem condições físicas, eu assumirei".

PS2 - E apresentou seu vasto programa de governo ditatorial.

 

O COMANDANTE DO EXERCITO, ANTES DA POSSE DISSE UMA PORÇÃO DE BESTEIRAS

Devia ter ficado calado, em vez de exibir sua ignorância eclética, insuperável, irrefutável, irrevogável. Não conhece nem a sua própria língua, e em matéria de Historia, o fracasso é decuplicado. De tudo o que o general Pujou falou, selecionei dois trechos que me assombram e até assustaram, pelo desconhecimento das palavras, precisei traduzir do próprio português.

 

1- "O período da ditadura, é tratado com preconceito e desinformação". A palavra PRECONCEITO não tem nada a ver com ditadura. A ditadura foi combatida por quem tinha CONVICÇÔES democráticas. E não admitia um regime que torturava, assassinava, vibrava com os grandes escândalos de corrupção. A roubalheira da Petrobras, começou com seu presidente, Shigeak Ueki protegido do general Geisel, depois "presidente" da Republica.

 

2 - "Acho que a historia, (é com letra maiúscula, general) vai refazer os fatos, e conciliar os divergentes". A ditadura de 64, foi condenada até mesmo pelos que a apoiaram e enriqueceram com ela. Mais tarde, consideraram esse apoio, "equivoco jornalístico". Os jornais que transportavam presos torturados junto com os exemplares para as bancas, se esqueceram, se consideram democratas.

 

O general Pujol não terá tempo para pedir desculpas. Está com 63 anos, ano que vem completa 64, passa automaticamente para a reserva, não será mais comandante do Exercito. Pelo contraste, o general Pujol me lembra um Exercito que tinha generais como Denys, o Ministro Lott e outros, que garantiram a posse de Juscelino. Eleito em 1955 e empossado. E passou 1 mês viajando pelo mundo, entre a eleição e a posse.

 

PS - Assumiu com cacife para cometer uma das maiores barbaridades da nossa historia. A construção de Brasília.

PS2 - Ao mesmo tempo a capital mais bonita do mundo. E a mais cara, mais perdulária, mais desagregadora.

PS3 - É o maior escândalo de todos os tempos, transformando um deserto de quilômetros, na NOVACAP, doada e dividida, de graça entre todos.

 

A INDICAÇÃO DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO, EXIGENCIA DOS EVANGÉLICOS, EMBALANÇOU E QUASE DESMONTOU A EQUIPE BOLSONARO

escola sempartido.jpg

 

Foi o grande confronto entre o presidente eleito e os já escolhidos para governarem com ele. È um grupo sem unidade e sem credibilidade, que revelam e demonstram a precariedade da formação de Bolsonaro. Não sabendo nada de coisa alguma, usou um truque que enganou muita gente: a "carta branca" para todos. Transmitia a impressão de democracia e de liberdade, mas na verdade, era a incapacidade de definir uma diretriz.

 

Chamava os que escolhera, transmitia o convite, completava: "Você tem carta branca para formar sua equipe, mas é responsável pelos resultados". Não se passava nem meia hora, despedia o ministro, não se encontrava mais com ele, tentava justificar: “Não temos nada a conversar, sou apenas presidente eleito, empossado, presidente de verdade, só depois de janeiro de 2019”.

 

Tudo mudou com a escolha do ministro da Educação, praticamente o último ministro escolhido. Enquanto se discutia apaixonadamente a "Escola sem partido", os evangélicos poderosos e comprometidos, (Malafaia e Edyr Macedo) descobriram ou inventaram um nome, que impuzeram como "ministro com partido". Como o escolhido por eles é de extrema direita, (tão radical quanto o chanceler), consultaram Olavo de Carvalho, também de extrema direita, mas de completa idoneidade intelectual.

 

Bolsonaro aceitou logo a indicação. Apesar de repetir sempre, "a Pátria acima de tudo", concordou, entusiasmado, com a indicação de um estrangeiro, para um dos setores mais importantes, mais desprezados, mais abandonados e logicamente mais deficientes que é a educação. Bolsonaro tenta justificar o fato do Ministro ser estrangeiro afirmando, "ele é naturalizado". È o Premio Nobel do primarismo.

 

Com essa indicação desconsiderou totalmente a "carta branca" dada ao futuro Chefe da Casa Civil. Lorenzoni tivera 3 encontros com o respeitadíssimo professor diretor do Instituto de Educação Airton Senna, órgão voltado exclusivamente para a Educação. Os que circulam pelas reuniões da Transição, tinham quase a certeza de que ele seria Ministro da Educação, uma escolha rigorosamente adequada.

 

Quando Bolsonaro anunciou o colombiano como Ministro da Educação, jornalistas contaram a ele a coordenação do futuro Chefe da Casa Civil, ele poderia ter reagido com seriedade. Mas deu uma gargalhada, e Afirmou: "Tomem cuidado, o ministro da Educação é o colombiano. Quem publicar outro nome, é FAKE"

 

PS - O colombiano Ricardo Velez, não parou mais de falar, na tentativa desesperada de se impor.

PS2- Sua maior "descoberta" é que "o povo brasileiro é conservador". E ele é o quê?

PS3- Como saber, examinando seu passado. E constatando que ele veio da esquerda militante, para a extrema direita, sem convicção e até sem país?

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