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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

01
Ago18

O futuro sombrio no qual a ditadura jurídico-midiática lançou o Brasil

Talis Andrade

economia banco povo crise governo indignados.jpg

 

por Pedro Augusto Pinho
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O que deseja a banca? (...) A apropriação das riquezas, naturais e construídas, ocupar nosso território, fértil para produção agropecuária e biodiversificado, e em seguida destruir o Estado Nacional, como já fez na Líbia, no Iraque, e está em processo na Ucrânia e no Afeganistão.
 
 
O que restará de Brasil? A miséria e a morte, esta também objetivo da banca que combate o crescimento demográfico e a pressão que a população faminta pode fazer sobre seus bens.
 
 
Como a banca aumentará seu poder em nosso País, onde já governa por seus capitães do mato? Com a crise.
 
 
Talvez meu caro leitor não se lembre, mas foram as crises, que tiveram início na segunda metade do século XX, em 1967, 1973, 1979, prosseguiram e chegaram ao século XXI (2000, 2001, 2008, 2010), com intensidades e objetivos diferentes, que a banca chegou a este poder que exibe hoje.
 
 
De um modo muito geral, posso dizer que as crises significam uma distância entre a existência física de um bem e a quantidade de papéis que são especulados nas bolsas com base neste mesmo bem.
 
 
Exemplificando: um barril de petróleo, um bushel ou uma tonelada ou uma saca de grão (soja, milho, trigo) tem no mercado de commodities 10, 20 , 100 vezes mais, em papeis, do que os produzidos, do que os fisicamente existentes.
 
 
São os derivativos, que também incluem, nas mesmas razões, hipotecas, imóveis, moedas e outros bens. Veja, por exemplo, a guerra que está sendo travada do dólar com o euro, com o yuan, em menos intensidade, com o rublo.
 
 
A qualquer instante, a falta de cobertura por um banco comercial ou um banco central poderá desencadear a nova crise. Um tsunami, não uma marolinha destruindo economias e fortunas individuais.
 
 
Em 2014, acreditava que esta diferença (produto real/produto em papel) já era suficientemente grande para eclodir uma crise. Não facilmente administrável, com prejuízos localizados, como a Europeia de 2010. Mas de um poder igual ou, mais provavelmente, maior do que a de 2008. Não ocorreu. Atribui á eleição estadunidense, onde a vitória de Hillary Clinton era dada como certa por quase a unanimidade dos analistas políticos e pela mídia dos Estados Unidos da América (EUA).
 
 
Como candidata da banca, Hillary saberia conduzir as finanças públicas da maior economia do mundo para benefício, para o maior enriquecimento, maior empoderamento do sistema financeiro. A senhora Clinton não só perdeu, mas o vencedor não está disposto a ser um marionete da banca. A maior prova são as acusações que surgem quase diariamente, envolvendo sua vida pessoal, seus encontros internacionais ou suas decisões presidenciais.
 
 
A banca não aceitou Donald Trump. Nem Lula, nem Dilma, nem Rafael Correa, nem Cristina Kirchner e o que se dirá de Nicolás Maduro, sentado na maior reserva de petróleo do mundo sem entregá-la, como o testa de ferro Michel Temer, para as petroleiras estrangeiras.
 
 
É com este cenário de filme de terror (nenhuma alusão aos vampiros do governo) que o próximo Presidente assumirá a condução da Nação. Se for de esquerda, qualquer que seja, por menos radical e disposta a acordo, ainda terá contra si o judiciário dominado pela banca. No mínimo, andará no fio da navalha. E como enfrentar a crise com uma economia em recessão, com desemprego em alta e com instituições já desmoralizadas ou destruídas pelo golpe.
 
 
É hora de colocar a verdade em prática. Nada de apresentar soluções cuja implementação, na melhor hipótese, será combatida pela majoritária força política da banca e de seus representantes nacionais.
 
 
Os candidatos precisam mostrar o que está acontecendo sem receio de atingir eventuais ou possíveis aliados. Como católico digo: só a verdade o libertará.
 
 
Se a população entender que o inimigo nacional é o sistema financeiro, que as famílias que ocupam o poder no Brasil desde o Império são sócias, cúmplices, coniventes com este poder estrangeiro, e que ele é o mais corrupto. Já é um enorme passo a frente.
 
 
A união de desiguais só aumenta a força do mais forte. Quem é hoje o mais forte? Quem vem doutrinando desde os anos 1970 as Forças Armadas com a ideologia neoliberal? Quem se apossou do judiciário? Quem domina a mídia televisiva, radiofônica, impressa?
 
 
A arma hoje é a comunicação virtual e o contato direto, o olho no olho onde a mentira tem dificuldade. O PSDB é rei dos robôs virtuais. É um partido sem povo, mas com dinheiro. Talvez maior representante da banca do que o PP e o DEM. E este Partido Progressista (PP) engloba os políticos mais corruptos, os que tem mais parlamentares envolvidos em inquéritos, que só desmerece a aliança. Nada de cortejá-lo. Não haverá ganho a não ser que esta esquerda abdique de seu programa de transformação social, do empoderamento popular, da economia e da defesa nacional.
 
 
É um momento de firmeza e de seriedade. Caso contrário se confirmará a profecia de que este golpe durará mais de 10 anos. E o Brasil não resistirá. Até lá seremos a nova Líbia, o novo Iraque, o novo Afeganistão. E os poderes de hoje não mais existirão; nem servirão para ladrar em defesa do dono (plim, plim). [Transcrevi trechos. Leia mais aqui]

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