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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

21
Set18

O fanatismo religioso do pedreiro que esfaqueou Bolsonaro

Talis Andrade

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Tudo que a Polícia Federal pretende descobrir sobre o atentado a faca a Bolsonaro, o jornalista Marcelo Auler já investigou, com competência, honestidade, profissionalismo. Inclusive responde vários questionamentos levantados, para criar um aura de martírio para a vítima, e uma representativa política que o agressor não tem. 

 

Adelio Bispo de Oliveira um autodidata, alfabetizado na leitura da Bíblia, pedreiro de profissão, quando não tinha emprego fixo vivia da pregação religiosa, como andarilho de Deus contra 'os males do ateísmo e da maçonaria'.

 

Empregado de salário mínimo, Bispo praticou o crime com uma faca peixeira, porque nunca teve recursos para comprar uma arma de fogo. O uso de uma arma branca salvou a vida de Bolsonaro.

 

O jornalista Fernando Rosa, publica "Atentado, perguntas sem respostas". Creio que noventa por cento das dúvidas levantadas, o excelente jornalismo investigativo de Marcelo Auler esclarece. Vide links 

 

  

Atentado, perguntas sem respostas

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por Fernando Rosa

---

 

A investigação sobre o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro tem gerado mais desconfianças do que esclarecimentos junto à população. Duas semanas após o ocorrido, a única informação prestada pelas autoridades é a de que a investigação foi desdobrada em duas partes. Uma delas, seria a primeira fase, a do atentado em si, outra, posterior, que investigará a existência ou não de mandantes.

 

O fato concreto é que a demora no esclarecimento dos fatos, somada a veiculação de informações pontuais pela imprensa, provoca uma série de questionamentos. O primeiro deles é qual é o critério, ou interesse, em separar o processo de investigação em duas partes? Diante da tensão política reinante, não seria aconselhável dar celeridade ao conjunto da investigação?

 

Qual a explicação para a existência de registros de entrada de Adélio nas dependências da Câmara dos Deputados no dia do atentado – 6 de setembro – divulgada apenas hoje, pela imprensa? Por que a Câmara dos Deputados havia informado anteriormente sua presença na instituição apenas em 2013? Qual a origem do registro, quando foi realizado no sistema da Casa, com documentos de identidade? O que o presidente da Câmara dos Deputados tem a dizer sobre isso?

 

Também, por que o chefe da segurança da equipe da Polícia Federal não se encontrava no dia do atentado, em Juiz de Fora, comandando a proteção ao candidato? Por que os policiais não usavam rádio, que consideram mais adequado, para coordenar as ações de segurança? E, ainda, por que o ausente chefe da segurança da PF foi afastado, sem maiores explicações?

 

É fato que a arma foi encontrada embaixo da barraca de um comerciante, por indicação de um popular em meio à multidão à PM? Como o esfaqueador teria “chutado” a arma para a tal barraca, se foi usada em meio aos manifestantes, e ele foi preso pela PF na hora? É procedente a informação divulgada pela mídia de que a faca encontrada estava “ensaguentada”?.

 

O que explica o autor do atentado, sem ou com poucos recursos, ter a posse de um cartão de crédito internacional do banco Itaú? Qual a explicação do banco Itaú para a situação, considerando que cartões internacionais não são de uso comum? A informação de que Adélio tinha, ou tem, um passaporte procede? Ele o utilizou alguma vez?

 

O esclarecimento dos fatos é fundamental para que não paire qualquer dúvida sobre a autoria e a intenção do atentado. Autoridades militares já insinuaram que a repercussão do atentado poderia levar candidatos a questionar o resultado eleitoral. Assim, qualquer tentativa de postergação, manipulação de fatos ou exploração midiática apenas agravará a desconfiança da sociedade.

 

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