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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

21
Mai19

O dever de resistir à escalada autoritária

Talis Andrade

laerte golpe.jpg

 

Fernando Brito

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Imperdível a leitura do artigo de Rainier Bragon, hoje, na Folha, no qual ele trata as manifestações convocadas pelas falanges bolsonaristas como um claro flerte com o autoritarismo, em contraste com o próprio jornal, que ensaia por panos quentes em algo que todos vêem que  vai muito além de uma manifestação legítima, mas se constitui numa incitação do presidente ao seu séquito para coagir a opinião pública.

Faz o que poucos têm feito: não é so uma responsabilidade de Jair Bolsonaro, mas de todos os que são sócios deste governo: militares, parlamentares e ministros, entre eles Sérgio Moro, que têm o dever de reagir a isso, sob pena de fazerem verdade tudo aquilo de que são acusados pelas hordas do ex-capitão.

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Não há meio-termo quando um 
presidente flerta com a ditadura

golpe camelo.jpg

 

Rainier Bragon

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Jair Bolsonaro resolveu testar a aceitação popular a uma nova era de arbítrio. Não há meio-termo quando um presidente da República compartilha um texto como o da semana passada e estimula atos que pregam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

Depois de voltar de uma ridícula e inútil viagem aos cafundós dos Estados Unidos, ele disparou o pueril texto e estimulou os protestos pró-ditadura do dia 26 —ações que vão contra o que entendemos por república, democracia e civilização.

Não importa se Bolsonaro perdeu o eixo devido às investigações sobre a peculiar política de RH dos gabinetes da família. Não há como ter posições dúbias diante do que foi dito. Alguns aliados já falaram, como o olavete do Itamaraty, para quem o chefe quer só desligar a “maldita máquina” corruptora. Outros, como o MBL e Janaina Paschoal, criticaram.

“Essas manifestações não têm racionalidade. O presidente foi eleito para governar nas regras democráticas. Dia 26, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá que parar de fazer drama para trabalhar!”, escreveu a deputada, que nesta segunda-feira (20) questionou a sanidade mental do presidente.

Os 594 congressistas —chamados de ladrões, não nos percamos em eufemismos—, o que pensam? E os militares? Concordam com o reingresso na união das republiquetas de banana, tendo como césares Bolsonaro e seu Rasputin desbocado? Usaremos, para isso, um cabo e um soldado ou será melhor esperar a vinda de tanques da Virgínia? 

Resta também a eterna curiosidade sobre o que pensa Sergio Moro. Congresso ou STF, qual liquidar primeiro para haver governabilidade? O ministro, um apreciador das leis, poderia dizer quantos artigos da Constituição que jurou cumprir Bolsonaro descumpriu na semana passada? Ou vai pedir escusas para, mais uma vez, se fingir de morto?

Sempre é possível correr para debaixo da cama em situações assim. Que cada um depois preste contas à história e à sua própria consciência.

montanaro bolsonaro golpe.jpg

 

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