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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

01
Abr19

O crime é um negócio; a vida humana, uma droga

Talis Andrade

milicia.jpg

sniper .jpg

 

Por Fernando Brito

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O governador, orgulhoso, diz que seus “snipers” estão agindo “sigilosamente” (o novo nome de clandestinidade) estourando cabeças de bandidos.

“Eles já estão sendo usados, só não há divulgação. Quem avalia se vai dar o tiro na cabeça ou em qualquer outra parte do corpo é o policial” diz ele a O Globo.

Naa manchete do jornal, resultado da “política de segurança” deste enfrentamento: as milícias  já estão presentes em 14 cidades do estado e  controlam 26 bairros do Rio. “Somente no município do Rio, estão sob o jugo de milicianos, direta ou indiretamente, cerca de 2,2 milhões de pessoas”, informa o jornal.

Compostas por policiais, ex-policiais, agregando bombeiros militares e agentes penitenciários, elas passaram, também a controlar o tráfico, além de uma lista que vai de controle do transporte alternativo, venda do gás, tv a cabo e internet, agiotagem, grilagem e contrabando de cigarros.

Como funcionam em promiscuidade com o aparelho policial oficial, a raras ações feitas contra ela têm poucos resultados e é evidente a “benção” que recebem e o dízimo que pagam aos agentes do Estado.

O crime não é só um produto da injustiça e da iniquidade social, nisso eles têm razão.

É um negócio, um grande negócio, patrocinado hoje em dia tanto pelo governador quanto pelo Presidente da República, que já disse que os milicianos seriam “muito bem-vindos”, dada a incapacidade do estado de fazer cumprir a lei.

E como defender legalidade nas operações policiais é “defender bandido”, matam-se os bandidos “selecionados” para que o exército da milícia expanda seus lucros.

milicia- à prova de bala .jpg

 

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Nota deste correspondente: As milícias negociam votos. São currais eleitorais. 2.2 milhões de pessoas são decisivos para eleger o governador do Rio de Janeiro e prefeitos de várias cidades com seus vereadores. 

2.2 milhões de favelados elegem quantos deputados estaduais e federais? Garantem a eleição de senadores. Um candidato a presidente iniciar uma campanha com 2.2 milhões de votos constitui um bom começo. Principalmente pela importância política, econômica e cultural do Rio de Janeiro. 

Anti-Petista sniper atirador.jpg

 

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