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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

12
Ago18

O acorda Fachin da greve de fome por Lula Livre

Talis Andrade

Jejum do chefe dos procuradores

que se esconde de Tacla Durán 

 

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 O acorda Fachin em Brasília

 

 

O procurador da República Deltan Dallagnol, em uma demonstração de partidarismo político nada exemplar, anunciou um jejum de um dia pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O jejum de DD como promessa a Deus foi noticiado pela imprensa como parte das campanhas golpistas do impeachment de Dilma Rousseff, posse de Michel Temer, aprovação da reforma trabalhista, privatização da Embraer, da Eletrobrás, dos campos de petróleo do Pré-Sal, das refinarias da Petrobras, das usinas hidro-elétricas, entreguismo da Base de Alcântara etc.

 

Todos os festejos da imprensa, e coroa de louros para o "martírio" do jejum de DD, e nenhuma linha para a greve de fome pela libertação de Lula, promovida por um frade franciscano, outros irmãos de fé, líderes dos movimentos dos direitos humanos, dos sem terra, dos sem teto.

 

Que o jejum de DD seja mostrado como exemplo de uma justiça partidária, facciosa, odienta, desumana, exercida por um procurador fanático e suspeito de crimes que a lava jato esconde, que o CNJ esconde, que o corporativismo do judiciário ora esconde ora defende e pactua como é o caso do auxílio moradia para quem compra dois imóveis pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, criado por Dilma Rousseff para beneficiar os pobres, a classe média baixa, os sem teto, quando DD faz parte dos 1 por cento mais ricos da população.

 

Escreveu Joaquim de Carvalho, que em dezembro de 2014:

 

"Dallagnol tem salário-base fixado em R$ 28.947,55. Mas ele recebe auxílio-alimentação no valor de R$ 884,00, auxílio pré-escolar de R$ 1.398,00 (?) e o auxílio-moradia.

 

No total, o rendimento bruto é de R$ 35.606, acima do teto constitucional (remuneração do ministro do STF) no valor de R$ 33,7 mil.

 

Mas, em alguns meses, já teve vencimentos bem maiores, como em abril de 2016, quando recebeu R$ 86.850, com verbas de indenização e diárias.

 

O auxílio-moradia concedido a Dallagnol desperta especial interesse porque, além do possuir imóvel próprio em Curitiba, avaliado em quase R$ 900 mil, ele já fez investimento imobiliário, quando comprou na planta, entre o final de 2013 e início de 2014, duas unidades de um condomínio do Minha Casa, Minha Vida, o Le Village Pitangui, em Ponta Grossa, a 100 quilômetros de Curitiba.

 

Dallagnol pagou R$ 76 mil por um apartamento do Minha Casa, Minha Vida, o 104 do bloco 7, e 80 mil reais em outro, o 302 do bloco 8. Cada unidade custou a ele o equivalente a 1 ano e meio de auxílio-moradia.

 

Como ele recebe o benefício desde setembro de 2014, com o dinheiro do auxílio-moradia, que sai dos cofres públicos, ele poderia comprar quase cinco imóveis iguais ao que adquiriu em Ponta Grossa.

 

Os imóveis destinados ao Programa Minha, Casa Minha Vida são construídos com financiamento a juro baixo da Caixa Econômica Federal."

 

Escrevi hoje: 

 

Moro é um juiz irresponsável, acostumado ao abuso de autoridade, a fazer ouvidos moucos para denúncias de assédio judicial, de terrorismo policial, de tortura psicológica, de prisões sob vara, de sequestros, como no caso do arresto de uma mãe com o filho de oito anos, por delegados e procuradores da Lava Jato. Uma violência covarde, inominável, que deixou sequelas na criança, que passou a ter problemas psicológicos como síndrome de pânico, medo de ir à escola e distúrbio de sono. Moro recebeu a denúncia do pai e chutou - como de costume - para debaixo do tapete. Como fez com a grave acusação de Tacla Durán de que uma delação premiada custa cinco milhões dólares. Fica a cobrança: que Moro publique o catálogo com os nomes dos criminosos que foram beneficiados com delação premiada.

Publicou a imprensa portuguesa: 1. 063 delações premiadas, e 11 leniências.

1 063 delações x 500000 dólares =

 

Para arrancar o testemunho de uma sagrada mãe de família, que nada sabe dos interesses subalternos da promotoria pública, soltaram os cachoros dos procuradores e delegados de polícia armados de metralhadora encima de uma dona de casa, acordada às 5 horas da manhã, e arrastada com o filho para o sítio de Atibaia nos matos de São Paulo.

 

Indago de Dallagnol, chefe dos procuradores da lava jato, que providências tomou? Bandida e covardemente denunciou  a ocorrência  como uma farsa? 

 

Para DD existem dois lados: o certo da lava jato, e o errado. 

 

Ainda sobre Tacla Durán. Ele fala que lhe tentaram vender uma delação por cinco milhões de dólares. E o dinheiro por fora seria para molhar a mão de um misterioso DD da corriola de Curitiba.

 

Dallas Dallagnol, também conhecido por DD, por que não cobra de Tacla Durán um esclarecimento, para apagar qualquer suspeita?   

 

Depois, depois, todas as colaborações da lava jato são mais da responsabilidade dos procuradores. 

 

 

A delação premiada poderá ser requerida de duas maneiras:

 

A primeira é por sugestão do promotor da justiça que é responsável pela investigação criminal. Cabe ao promotor, portanto, decidir se o acusado detém informações que poderão levar à solução do caso e sugerir a ele que faça a delação premiada com a intenção de diminuir sua própria pena.


A segunda é por desejo do próprio acusado, cuja colaboração deverá ser voluntária e eficiente, pois desta última depende a aprovação da delação. Neste caso, ele deverá fazer um pedido formal e entregar ao promotor por meio de seu advogado.

 

Acontece que se fala de prisões sob vara para arrancar confissões ou falsos testemunhos. Escreve Sérgio Rodas:

 

“É necessário investigar a possibilidade de manipulação das colaborações premiadas, o que indica fraude nos procedimentos e a possibilidade do envolvimento de agentes públicos', afirmaram no documento oito parlamentares do PT, dois do PDT e um de cada desses partidos: MDB, PP, PSD, PSB e PCdoB.

 

O que motivou o pedido de criação de CPI foram as denúncias contra o criminalista Antonio Figueiredo Basto — responsável por diversos acordos de colaboração premiada na operação lava jato. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os doleiros Vinícius Claret, conhecido como 'Juca Bala', e Cláudio de Souza, o 'Tony', relataram, em delação, que entregavam US$ 50 mil mensais ao advogado. Dessa forma, ele ficaria em relação ao Ministério Público e à Polícia Federal.

 

Os deputados federais também sustentaram a necessidade de instauração da comissão com o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Durán na CPI da JBS. Na ocasião, Durán – que foi advogado da Odebrecht – disse que o advogado Carlos Zucolotto lhe propôs abrandamento da pena e diminuição da multa em troca de pagamento a ele no exterior. De acordo com Durán, Zucolotto garantiu que conseguiria melhorar a sugestão que havia recebido do procurador Roberson Pozzobom – delação com pagamento de US$ 15 milhões – ao incluir 'DD [Deltan Dallagnol]' na negociação.

 

Além disso, os parlamentares citaram o caso de Marcelo Miller. Ex-integrante da força-tarefa da lava jato na Procuradoria-Geral da República, ele é acusado de negociar, como advogado da JBS, os acordos de colaboração premiada de seus principais executivos enquanto ainda era procurador da República."

 

É muita safadeza.

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Outra pergunta: quantas colaborações premiadas já ofereceu a bondosa lava jato, para seus presos de estimação, a começar pela máfia libanesa de traficantes de drogas, de diamantes, de dinheiro? Os primeiros presos são dessa máfia que tem raízes no Paraná desde os tempos criminosos do deputado Janene. E dos atestados falsos de morte morrida para Janene, para Alberto Youssef. I. 063 colaborações? 1. 063 criminosos? É um catálogo. 

 

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Veja quem é o declarante da certidão de óbito de José Janene...  

 

Acorda, Fachin! Grevistas protestam em frente à casa do ministro

 

Militantes de ato extremo e integrantes do MST realizaram um ato inter-religioso na luxuosa quadra onde vivem os membros do STF em Brasília

 

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A prisão de Lula começou com um jejum favorável do procurador que lhe condenou. Um jejum de Dallas Dallagnol. 

 

O décimo terceiro dia da greve de fome contra a prisão de Lula foi marcado por uma manifestação diferente. Nas primeiras horas da manhã deste domingo (12), o grupo se instalou em frente à residência do ministro Edson Fachin, na Asa Norte de Braasília, para pedir justiça a Lula e ao povo pobre.

 

O frei franciscano Wilson Zanatta comandou um ato inter-religioso com a presença dos sete grevistas. Acompanhando desde ontem os grevistas, o líder do MST João Pedro Stédile também fez um aparte. “Nós viemos aqui chamar atenção, eles não podem dormir enquanto houver injustiça no Brasil. Para eles saberem que o povo não vai descansar enquanto não libertarmos Lula e todos os injustiçados no Brasil.” Na sequência, todos os participantes gritaram em coro: “Acorda, Fachin! A justiça bateu na sua porta!”. Fachin era considerado um líder honorário dos sem terra. 

 

A grevista Rafaela Alves. do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), pediu a palavra para mandar um recado especial ao ministro Fachin. “O que nos separa aqui de Fachin são muros extremos, absurdos, de classes totalmente diferentes. Me pergunto como o evangelho é tão lido, mas tao pouco compreendido por tanta gente. Quero pedir a Fachin que releia o evangelho, porque há muita gente morrendo por falta de pão, e outros com a mesa tão farta. Que ele busque entender a realidade dos índios, dos quilombos, dos camponeses, dos desempregados.” Esse pedido devia ser também endereçado ao piodoso e religioso DD.

 

Jaime Amorim, Vilmar Pacífico, Zonália Santos, Rafaela Alves, Frei Sergio Görgen, Luiz Gonzaga (Gegê) completam hoje treze dias sem comer. O integrante da Frente Brasil popular Leonardo Soares está em jejum há seis dias.

 

Solidariedade

 

No sábado (11), os sete passaram por uma avaliação médica e receberam a visita de Stédile e do presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto. Quatro integrantes da Marcha Nacional Lula Livre também prestaram apoio aos grevistas ao longo de todo o dia.

 

A visita marcou o primeiro de três encontros que acontecerão entre marchantes e os grevistas. Vieram também cidadãos brasilienses para entregar doações para ajudar nas despesas e subsistência da marcha e das centenas de caravanas de todo o Brasil que já estão em deslocamento para a capital federal, para acompanhar o ato público de registro da candidatura de Lula.

 

 

 

 

 

 

 

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