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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Mai20

Mourão é a ditadura militar, a extrema direita, e a volta de Moro, o queridinho das Américas

Talis Andrade

quando mourao chamar moro.jpeg

 

Se o capitão Bolsonaro empolga mando para um auto-golpe, e para fechar o Congresso, para cassar ministros do STF, mais perigoso o general Mourão, que traria Moro de volta como propaganda de falsa luta contra a corrupção, contra a velha política, contra a ameaça vermelha dos comunistas e petistas e satanistas com seus ktis gay e mamadeiras de piroca. 

Os partidos de esquerda precisam entender: mil vezes mais fácil lidar e viver com Bolsonaro, um anti-presidente, falastrão, com um passado conhecido da imprensa, um político que usufrutua  28 anos ininterruptos de mandatos de deputado federal. 

O Mourão, o antidemocrata, assinalou o apoio militar ao golpe da extrema direita que derrubou a presidenta Dilma Roussef. Em pronunciamento público na loja maçônica Grande Oriente do Brasil em setembro de 2017, no Distrito Federal, afirmou que entre os deveres do Exército Brasileiro está a garantia do funcionamento das instituições e da lei e da ordem, e que se o judiciário não fosse capaz de sanar a política existente no país isso seria imposto pelo exército por meio de uma intervenção militar, que na visão dele estaria prevista na Constituição Federal de 1988

Publicou a Gazeta do Povo, em 18.09.2017, reportagem de Chico Marés: 

"O general Antonio Hamilton Martins Mourão, que aventou a possibilidade de uma intervenção militar no país em evento maçônico, já causou mal-estar no Exército por posicionamentos pró-ditadura. Em 2015, ele foi removido do Comando Militar do Sul (CMS) após fazer homenagem póstuma ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável pelo DOI-CODI entre 1970 e 1974 e reconhecido pela Justiça brasileira como torturador."

Quando Bolsonaro votou o impeachment de Dilma e citou Ustra, estava repetindo Mourão, o golpista:"“O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver haverá”, ameaçou Mourão com a volta da ditadura de 1964. 

 

 

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