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09
Fev20

Morte de miliciano ligado ao clã Bolsonaro na Bahia pode ser álibi para esconder queima de arquivo

Talis Andrade

 

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por Jeferson Miola

 

Adriano foi morto na zona rural do pacato município baiano de Esplanada, distante 155 km de Salvador e que, segundo dados do IBGE de 2013, tem menos de 36 mil habitantes.

Enquanto a Polícia Civil da Bahia alega que Adriano reagiu a tiros ao cerco policial, a defesa e a família de Adriano negam.

Segundo Paulo Emílio Catta Preta, advogado do chefe miliciano vinculado ao clã dos Bolsonaro, na última 4ª feira, 5/2, Adriano lhe telefonou para relatar “medo de um plano de queima de arquivo”; alegou que “queriam matá-lo, não prendê-lo”.

As circunstâncias da morte de Adriano precisam ser apuradas com rigor. Mas existem elementos que reforçam a tese de queima de arquivo, a começar pelo local ermo onde ele foi morto e que, em tese, permitiria uma operação de prisão ao invés da eliminação física do foragido que tem alerta vermelho da Interpol e que, apesar disso, Moro o excluiu da lista dos bandidos mais procurados [aqui].

Segundo informações da Polícia baiana, a operação contou com a cobertura de helicópteros e equipes especializadas e poderia resultar na prisão do amigo dos Bolsonaro, mas ele acabou sendo morto. Esse é outro daqueles mistérios insondáveis que rondam as polícias em qualquer Estado e sob comando de qualquer governo …

Ser morto pela Polícia Civil do Estado comandado por um governador do PT é um ótimo verniz para aparentar a “morte em combate” de Adriano, versão que a defesa e a família de Adriano refutam.

Adriano da Nóbrega é filho e marido de assessoras do Flávio Bolsonaro que participavam das “rachadinhas” coordenadas por Fabrício Queiroz, outro integrante do exército do Escritório do Crime que, aliás, também anda foragido como Adriano e, por isso, correndo risco de ser outro arquivo a ser queimado, em nome nos interesses superiores do clã miliciano.

 

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