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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

12
Ago18

Moro queria ver derramamento de sangue

Talis Andrade

O ÓDIO DE UM JUIZ

Diretor-Geral Afirma Que Moro Pressionou PF A Invadir Sindicato Para Prender Lula

 

mariano moro dono pf.jpg

 

Diretor-geral relata detalhes 

 

Na entrevista que concedeu à jornalista Andreza Matais, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, também falou sobre o episódio da prisão do ex-presidente Lula, no dia 7 de abril. “Foi um dos piores dias da minha vida. Quando eles (interlocutores de Lula) pediram detalhes da logística da prisão, nos convenceram de que havia interesse do ex-presidente de se entregar ainda na sexta (6 de abril, prazo dado pelo juiz Sérgio Moro). Acabou o dia e ele não se apresentou. Nós não queríamos atrito, nenhuma falha. Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado". 

 

Moro não é mais um juiz. E sim um inimigo de Lula, cego de ódio. Tinha pressa de prender Lula. Uma pressa desnecessária, mais um dia, menos um dia ele podia comer pelas beiradas no seu prato frio feito e refeito de vingança. 

 

Para que essa ordem: que "a polícia cumprisse logo o mandado", quando o ex-presidente estava cercado por uma multidão?

 

Moro é um juiz irresponsável, acostumado ao abuso de autoridade, a fazer ouvidos moucos para denúncias de assédio judicial, de terrorismo policial, de tortura psicológica, de prisões sob vara, de sequestros, como no caso do arresto de uma mãe com o filho de oito anos, por delegados e procuradores da Lava Jato. Uma violência covarde, inominável, que deixou sequelas na criança, que passou ter problemas psicológicos como síndrome de pânico, medo de ir à escola e distúrbio de sono. Moro recebeu a denúncia do pai e chutou - como de costume - para debaixo do tapete. Como fez com a grave acusação de Tacla Durán de que uma delação premiada custa cinco milhões dólares. Fica a cobrança: que Moro publique o catálogo com os nomes dos criminosos que foram beneficiados com delação premiada.

 

Publicou a imprensa portuguesa: 1. 063 delações premiadas, e 11 leniências.

 

1 063 delações  x 5 00000 dólares = 

aroeira  moro inferno.jpg

 

O delegado fez o certo, esperou o momento acertado. Que a "pressa atravessa o verso". 

 

Como foi o episódio da prisão do ex-presidente Lula?

Foi um dos piores dias da minha vida. Quando eles (interlocutores de Lula) pediram detalhes da logística da prisão, nos convenceram de que havia interesse do ex-presidente de se entregar ainda na sexta (6 de abril, prazo dado pelo juiz Sérgio Moro). Acabou o dia e ele não se apresentou. Nós não queríamos atrito, nenhuma falha. Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado. A missa (improvisada no sindicato) não acabava mais. Deu uma hora (da tarde) e eles disseram: 'Ele vai almoçar e se entregar'.

O sr. perdeu a paciência em algum momento? 

No sábado, nós fizemos contato com uma empresa de um galpão ao lado, lá tinha 30 homens do COT (Comando de Operações Táticas) prontos para invadir. Ele (Lula) iria sair em sigilo pelo fundo quando alguém, lá do sindicato, foi para a sacada e gritou para multidão do lado de fora, que correu para impedir a saída. Foi um susto. A multidão começou a cercá-lo e eu vi que ali poderia acontecer uma desgraça. Ele retornou. 

Qual era o risco? 

Quando tem multidão, você não tem controle. Aquele foi o pior momento, porque eu percebi que não tinha outro jeito. A pressão aumentando. Quando deu 17h30, eu liguei para o negociador e disse: 'Acabou! Se ele não sair em meia hora nós vamos entrar'. E dei a ordem para entrar. Às 18h, ele saiu.

Houve alguma exigência?

Eles pediram para não haver muita exposição, que não humilhasse o ex-presidente, nós usamos tudo descaracterizado. Ele estava quieto o tempo todo, bastante concentrado.

Por que o ex-presidente está na superintendência da PF?

Isso não nos agrada. Nunca tivemos preso condenado numa superintendência. É uma situação excepcional. O juiz Moro me ligou, pediu nosso apoio, ele sabe que não temos interesse nisso. Mas, em prol do bom relacionamento, nós cedemos.


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