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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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22
Abr21

Moro é suspeito e não adiantou tentativa de “melar” isso no STF

Talis Andrade

navio cabral .jpg

 

por Fernando Brito

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A tática ficou clara com o longo e enxundioso voto de Luís Roberto Barroso, com um longo e patético discurso de louvação a Sergio Moro, Deltan Dallagnol e os procuradores da Lava Jato era, visivelmente, a de prolongar para a semana que vem a definição da suspeição do ex-juiz de Curitiba, que parece estar definida por maioria.

Já não adiantava desde que dois votos conduziam nesta direção: o de Kássio Nunes Marques, que não deu uma cambalhota para reverter sua posição de votar pela continuidade do julgamento do caso na 2ª Turma e o de Alexandre de Moraes, que confirmou o diagnóstico de que se fazia ali uma tentativa de, ilegalmente, reverter um resultado – regimentalmente impossível – de uma turma do Supremo.

A partir daí, estava desenhada a derrota do “lava-jatismo” e a maioria do Tribunal correu a desmanchar a manobra, reagindo à manobra que, claro, tinha no comando o presidente da Corte, Luiz Fux, que desde o início do julgamento pilotava-o na tentativa de anular a suspeição de Moro.

Ricardo Levandowski, Dias Tofolli e Carmem Lúcia anteciparam seus votos, para levar a 6 a 2 o placar da votação, formando maioria.

Rosa Weber forçou a prolação do seu voto e, servindo-se de um problema de som, Marco Aurelio Mello apelou para um pedido de vistas, que não tem mais nenhuma importância diante do placar evidente de 7 a 4 em favor da validade da decisão sobre – o voto de Fux é claro.

Poucas vezes o confronto numa sessão do Supremo foi tão forte quanto nesta sessão. E, por ser forte, sinaliza que a maioria que se formou é pela suspeição de Sergio Moro, ainda que não fosse este, diretamente, o que se julgava.

Assim, pode-se dizer que, como é previsível a mediocridade do voto de Luiz Fux, quando Marco Aurélio devolver o processo a julgamento – isso se insistir no inútil pedido de vistas – pode-se dizer que Luiz Roberto Barroso fez a despedida fúnebre de Moro que, por tudo, merece não o nome de “Canto do Cisne".

Foi, afinal, o “canto do Marreco”, com direito a uma discussão, como se diria no meu tempo, numa discussão padrão Resenha Esportiva Facit ,um programa esportivo onde se consagrou a máxima de que “a bronca é livre”, com um bate-boca entre Gilmar Mendes e Barroso.

Que, agitado, não se conformava com o “a nega tá la dentro” em favor de Lula.                

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