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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

06
Fev20

Ministro do STF questiona: onde foi parar o dinheiro do fundo da Lava Jato?

Talis Andrade

Alexandre de Moraes enviou ofício à 13ª Vara Federal de Curitiba para saber se recursos recuperados foram utilizados. Dallagnol queria usar dinheiro público. Auditoria já nos 2,5 bilhões desviados da Petrobras

fundacao_lava_jato.jpg

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anda desconfiado sobre o destino do dinheiro desviado da Petrobras, 2,5 bilhões, e depositados em uma conta gráfica na Caixa Econômica Federal de Curitiba, no dia 30 de janeiro de 2019. Essa conta gráfica, não se sabe se está no nome de Deltan Dallaganol, ou da Operação Lava Jato, ou de um fundo, ou de uma fundação sem nome.  Que sabido movimenta essa conta? Dos 12 procuradores da Lava Jato de Curitiba apenas seis assinaram essa estrovenga:

ong procurador lava jato .png

Dallagnol acusou o recebimento do bilionário depósito da Petrobas: 

fundacao lava.png

Falta saber o destino da grana da Odebrecht e doutras empresas multadas pela Lava Jato.

Alexandre de Moraes também suspendeu a criação dessa misteriosa e esdrúxula fundação. Agora quer saber se parte desse dinheiro recuperado pela força-tarefa “teve destinação diferente do previsto”, conforme notícia do site Consultório Jurídico. O pedido de informações veio por meio de documento assinado nesta terça (4) e enviado à 13ª Vara Federal de Curitiba.

Moraes havia autorizado o uso de parte dos recursos – cerca de R$ 1 bilhão – para combater incêndios florestais na Amazônia e outros R$ 1,6 bilhão para investimentos na área de educação. Mas ainda não há nada que comprove que o dinheiro foi de fato destinado a estas benfeitorias. Auditória já. 

dallagnol DD fundação odebrecht .jpg

Fundo do Poço

A criação do fundo bilionário veio a público no início de 2019 e nem precisou sair do papel para gerar indignação – sob controle total do Ministério Público, sua existência violaria a legislação brasileira que impede o uso de dinheiro público sem o aval do Congresso ou do próprio presidente. Em suma, procuradores do MP jamais poderiam decidir sobre o destino dos recursos recuperados pela Lava Jato.

Na época, o então Líder do PT Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, apresentou documentos que comprovavam a ilegalidade da Força-Tarefa da Lava Jato, os Estados Unidos e a Petrobras na criação da fundação privada para gerir US$ 2,5 bilhões, oriundos de uma multa. Segundo o parlamentear, o fundo “é um procedimento totalmente ilegal” e os procuradores envolvidos “cometeram crimes contra o interesse nacional”.

Pimenta lembrou ainda que a criação do fundo fere a Constituição Federal. “Essa República de Curitiba acha que está acima da lei, acha que não precisa cumprir a Constituição e resolveram abocanhar R$ 2,5 bilhões de maneira criminosa e nós vamos levar às últimas consequências essa responsabilização do Dallagnol e de todos os procuradores envolvidos”, apontou.

dd fundação .jpg

 

 

 

 

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