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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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07
Jul18

Jair Bolsonaro cultua a memória do torturador e assassino Brilhante Ustra

Talis Andrade

 

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Jornal GGN esquece:

 

Jair Bolsonaro sempre defendeu a tortura. Publica o jornal O Globo: 

 

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu processo contra o deputado Jair Bolsonaro, do PSC, por apologia à tortura.


Mas o que o deputado Jair Bolsonaro fez para ser processado foi diante de quase todos os seus colegas. E ao vivo, na TV: no dia da votação do impeachment na Câmara, Bolsonaro citou o coronel que comandou durante a ditadura militar o DOI-Codi, um órgão de repressão.


“Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”.

 

Jornal GGN:

 

"Suicídio acontece, pessoal pratica suicídio", diz Bolsonaro sobre Herzog

- O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) disse em entrevista à Marina Godoy, na RedeTV!, que lamenta a morte do jornalista Vladimir Herzog durante a Ditadura Militar, mas "não estava lá" para saber se foi suicídio ou assassinato.

"Lamento a morte dele, em que circunstância, se foi suicídio ou morreu torturado. Suicídio acontece, pessoal pratica suicídio", afirmou. "Alguns inocentes acabaram tendo um fim que não mereciam, no meu entender. O caso do Vladimir Herzog, muitos falam que ele praticou o suicídio", disse o candidato a presidente da República. 

 

Que safado. Bolsonaro sempre festejou a morte de Herzog. Para ele uma vitória do regime militar.

Quando pressionado a reconhecer que o jornalista foi assassinado, Bolsonaro disse que "essa é uma história que passou". Ele também exaltou que, na época pós golpe de 1964, nós tínhamos "liberdade de ir e vir", tentando encontrar pontos positivos no regime de opressão.

 

História que passou?

A fala de Bolsonaro acontece na mesma semana em que a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil a reconhecer o atentado e investigar as causas da morte do jornalista. A sentença trouxe de volta à baila um debate sobre a revisão da Lei da Anistia, para que os criminosos da Ditadura em nome do Estado sejam processados e punidos.

 

 

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