Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

17
Mar18

Intervenção no Rio faz um mês sem plano nem dinheiro e pressionada apurar caso Marielle Franco

Talis Andrade

Polícia Civil descobre que munição pertencia ao mesmo lote usado na chacina de Osasco.
Manifestantes voltam a se reunir no centro do Rio para homenagear a vereadora

 

marielle rio de janeiro .jpg

 


Dois dias depois do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes, a investigação da Polícia Civil concluiu que a munição utilizada para pelos atiradores, de calibre 9mm, pertencia ao lote UZZ-18 vendido pela empresa CBC para a Polícia Federal de Brasília, em 29 de dezembro de 2006, que acabou roubado na Paraíba, segundo o Governo. Foi desse mesmo lote que saiu parte da munição utilizada por policiais na maior chacina de São Paulo, em 2015.

 

A Polícia Civil acredita na hipótese e execução e investiga se milicianos da Zona Oeste do Rio estão envolvidos. Antes de ser vereadora, Marielle assessorou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) na Comissão de Direitos Humanos da ALERJ e trabalhou com ele na CPI das milícias, que indiciou 200 pessoas. A partir de câmeras, a polícia já sabe que Marielle foi seguida desde o local onde estava, na Lapa. E suspeita que ao menos três pessoas, divididas em dois carros, tenham participado do crime.

 

Para muitos dos que estão se manifestando em homenagem a Marielle, há um consenso: acusar policiais militares pelo duplo assassinato. Reportagem de Felipe Betim. Leia mais in El País. 

marielle 4.jpg

 

 

Mulher e criança morrem no Alemão

 

A noite seguiu, longe dali, com mais uma nota de horror para encerrar o primeiro mês da intervenção: uma criança de dois anos e uma mulher de 58 foram mortos e outras três pessoas acabaram feridas durante uma troca de tiros no Complexo de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio. A criança, identificada como Benjamin, tinha síndrome de Down e estava no carrinho quando foi atingida na cabeça. Sua mãe foi baleada de raspão na barriga e no braço. Segundo a Polícia Militar, quatro homens armados com fuzil passaram pela polícia de carro e foram interceptados. Durante a troca de tiros, as vítimas teriam sido atingidas por "balas perdidas", assegura a corporação. A instituição ainda acrescenta que a UPA do Complexo do Alemão foi depredada por moradores, mas uma postagem no Facebook do Coletivo Papo reto mostra uma foto de sua estrutura intacta e nega afirmação da PM. Nas redes sociais, moradores se mostram indignados com a situação e questionam até quando terão que conviver com essa insegurança.

 

marielle quatro balas metralhadora.jpg

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D