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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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14
Mai20

História destroça imagem de incorruptível das Forças Armadas

Talis Andrade

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por Bepe Damasco

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Estarrecidos, tomamos conhecimento de que quase 200 mil militares, com soldo em dia, gratificações, estabilidade, paridade salarial na aposentadoria e integralidade receberam indevidamente o auxílio emergencial de R$ 600 reais.

Abocanharam uma ajuda criada pelo Congresso Nacional para socorrer os trabalhadores informais entregues à própria sorte depois que a pandemia suspendeu grande parte da atividade econômica do país. Asco e revolta são sentimentos inevitáveis diante de tamanho absurdo.

Enquanto isso, mais de 13 milhões de trabalhadores não conseguem ver a cor do dinheiro, enredados pelas exigências, pela burocracia e má vontade de um governo neofascista que odeia visceralmente os pobres. Já os que venceram a corrida de obstáculos imposta por Guedes-Bolsonaro e obtiveram o benefício não têm a menor ideia de quando terão acesso à segunda parcela.

Na ponta da língua de qualquer golpista que se preze, dos analfabetos políticos em geral e de parte da mídia e da classe média está a falácia de que a Forças Armadas são impermeáveis à corrupção . Nada mais falso. Existem civis e militares honestos ou desonestos.

Preceder com lisura no trato da coisa pública ou enveredar pelos descaminhos da corrupção não são prerrogativas da condição de militar ou de civil. Tem a ver, isto sim, com o caráter, a formação familiar e a educação de cada um.

Recorrendo à história recente do país, veremos que durante a ditadura militar, a longa noite que durou 21 anos, não faltaram episódios escabrosos de corrupção. Se é verdade que parcela considerável das falcatruas acabou encoberta pela censura imposta aos meios de comunicação, outras vieram à tona, seja por ações corajosas da imprensa alternativa ou mesmo através de reportagens da mídia comercial, quando conseguia ludibriar os censores e desafiar os generais.

Casos como Coroa-Brastel, Delfim e Capemi são exemplos de crimes financeiros que lesaram dezenas de milhares de brasileiros. A montanha de dinheiro público drenada pelas obras intermináveis da Transamazônica e da Ponte Rio-Niterói, o contrabando dentro da Polícia do Exército no Rio e o caso Luftalla foram outros escândalos que ganharam as manchetes dos jornais, embora os governos militares tudo tenham feito para varrê-los para debaixo do tapete.

Voltando ao desvio dos R$ 600 de quem está praticamente na miséria, a banda democrática da sociedade tem que exigir a imediata devolução do dinheiro e a responsabilização criminal tanto dos que se locupletaram como daqueles que, no comando da burocracia, escancararam as portas do erário para essa patifaria.
 

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