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20
Out18

Haddad: Bolsonaro pediu ‘de viva voz’ doações ilegais para WhatsApp

Talis Andrade

 

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O PT analisa nesta quinta-feira uma série de medidas judiciais que serão tomadas para apurar o que a campanha de Fernando Haddad à Presidência aponta como crimes de organização crimcriminosa, caixa dois, calúnia e difamação, lavagem de dinheiro da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) para financiar a propagação de mensagens de WhatsApp com doações empresariais ilegais e ilícitas.

 

Reportagem da "Folha de S.Paulo" publicada nesta quinta fala sobre o envolvimento de empresas na compra de pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp.

 

O preço de cada  contrato pode chegar a R$ 12 milhões. A prática é ilegal.

 

Fernando Haddad afirmou que o PT já tem um levantamento "de vários empresários que participaram" do suposto esquema, e que o partido exigirá que tais testemunhas sejam ouvidas em investigações conduzidas pela PolíciaFederal.

 

"Ele [Bolsonaro] deixou rastro e nós vamos atrás do rastro para saber todo mundo que botou dinheiro sujo numa campanha de difamação", afirmou Haddad. O candidato disse ainda que podem ser pedidas prisões em flagrante ou preventivas.  A partir de reportagem de Malu Delgado e Leila Souza Lima

 

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O  apoio massivo das redes de televisão 

 

RBA - Entrevistado no Pânico, da Rádio Jovem Pan, Fernando Haddad falou sobre a relação de Jair Bolsonaro com a Igreja Universal e a Rede Record. “Uma igreja não pode pretender tomar o poder no país.” Ele condenou o fato da igreja “fazer campanha aberta, sendo dona de uma emissora”.

 

Sobre o fato de os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff terem recebido apoios evangélicos, respondeu. “Uma coisa é escolher um candidato que vai te representar, outra coisa é (usar) uma candidatura para fazer você chegar ao poder. Isso deveria ser considerado uma ilegalidade.”

 

Ele lembrou o episódio em que a Record colocou no ar uma entrevista com Bolsonaro durante o debate da TV Globo. “Não acho certo o que a Record fez. Abrem o microfone para ele ficar meia hora, e sete candidatos seguindo regra, com um minuto para falar cada um? Fomos à Globo e o cara me aparece meia hora, esvaziando o debate, com ele exclusivo na rede do Edir Macedo?”

 

Segundo o candidato, o simbolismo da atual conjuntura é preocupante. “Vamos virar um Estado teocrático?”, questionou. Sobre violência, afirmou que “o Brasil precisa mudar de atitude, fazer um gesto. Acho que fui escolhido (como candidato) por transitar e ser respeitado por todas as tribos”.

 

Haddad foi também perguntado sobre o chamado “kit gay”, e lembrou que o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que Bolsonaro está proibido de citar essa notícia falsa. E que há tantos vídeos falsos que a Justiça não consegue acompanhar. “Ele (Bolsonaro) pega um livro de um radical qualquer, e diz que é meu.”

O petista lembrou outras fake news, como a de que seria dono de uma Ferrari, e outras de mais baixo nível. “Minha mulher, Ana Estela, tem carro. Mas eu nem tenho carro. Uso bike, uso Uber, uso metrô.”

 

Os integrantes do Pânico quiseram saber se o programa de governo continha alguma proposta de "censura" ou controle dos órgãos de comunicação. Haddad explicou que uma sociedade democrática não pode conviver com a propriedade cruzada, o domínio, por um mesmo grupo ou família, de vários meios, como rádio, TV e televisão. “Não é controle, é desconcentração.”

 

“O Maranhão estava há 50 anos governado pelo Sarney porque ele detinha o monopólio das comunicações”, disse. Segundo Haddad, é preciso, por meio de licitação, “evitar que o cidadão fique sujeito à mesma família”.

 

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