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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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14
Jul20

Gilmar atropela esquerda e ataca militares bolsonaristas

Talis Andrade

Ministro Gilmar Mendes disse que os militares são cúmplices do "genocídio" causado pela Covid-19 no Brasil porque ocupam os principais postos do Ministério da Saúde.

Postura de estadista

por César Fonseca

- - -

Voz autorizada do poder judiciário, Gilmar atropela esquerda que está reticente em ser proativa contra os militares que se engajaram no poder nazifascita bolsonarista, que adota postura antihumanitária no combate à pandemia, condenando à morte milhares de brasileiros, por completa irresponsabilidade política.

Quem diria: o ministro do STF, Gilmar Mendes toma discurso da oposição e se posiciona, surpreendentemente, como suposto candidato à presidência em 2022. Falou o que a esquerda está com receito de falar, ou seja, que os militares estão completamente aliados do fascismo bolsonarista contra a população brasileira. 

Bolsonarismo neonazifascista engajado na prática anti-humanitária! Aonde chegaram os militares!!! Ao lado de política de antisaúde genocida, apoiando, abertamente, presidente da República, que vai contrariamente às leis econômico-sanitárias. Contribui, dessa forma, com promoção das mortes de brasileiros e brasileiras, em escala incontrolável, pelo novo coronavírus, adotando postura proativa a favor da morte. 

Mendes rasgou a fantasia militar de se posicionar constitucionalmente a favor de falsa democracia, quando age, contrariamente, ao padrão civilizatório ao apoiar Bolsonaro, visto, internacionalmente, como violador das leis sanitárias. O que deveria estar fazendo os militares? Criticando tal comportamento do presidente da república, incapaz de representar personagem da República do qual se esperaria o exemplo maior de civilidade. Tremenda reprimenda de alto representante do Judiciário brasileiro às Forças Armadas. A esquerda não fez essa crítica, até agora, à classe militar, adotando comportamento tímido, para não ferir suscetibilidades políticas. 

Fizesse isso e estaria ao lado do interesse público contra oportunismos políticos bolsonaristas, avalizados por militares, alinhados àquele que se transformou em alvo de crítica não apenas nacional como internacional. Não foi o que acabou de acontecer relativamente ao posicionamento adotado pelo Facebook diante do bolsonarismo agressor da civilidade como instrumento de mentira político-institucional? 

A postura da esquerda de receio em fazer a crítica aberta ao papel dos militares abriu espaço para Gilmar pontuar como um gigante no cenário político nacional. Ocupou o vazio crítico deixado pela esquerda no momento histórico em que se espera dela sua maior jogada político-institucional, ancorada no grosseiro erro, historicamente, condenável do presidente da República, transformado em persona non grata, candidato ao banco dos réus em tribunal internacional.

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