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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

11
Mai18

França encontrou uma montanha de ouro no coração da Amazônia

Talis Andrade

Macron apoia mineração

diz Le Monde

 

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Tem ouro na Venezuela, tem ouro nas Guianas, tem diamantes tem, só não tem no Brasil que deixou de ser um país abençoado por Deus. 

 

A Lava Jato foi criada para investigar o tráfico de diamantes e de drogas, mas como não encontraram nenhuma pedrita de diamantes nem de craque, prefiram ir na conversa do rei dos doleiros, Alberto Youssef, que traçou o mecanismo da operação, desde que ele fosse perdoado de todos os crimes praticados no passado, no presente e no futuro. No passado porque era freguês de delação premiada dada a mão cheia pelo Sergio Moro.

 

RFI - “Montanha de ouro” é o nome do núcleo de mineração, situado, segundo o jornal Le Monde desta segunda-feira (30), no coração da floresta amazônica da Guiana, na fronteira com o Brasil.

 

Segundo o correspondente de Le Monde em Cayenne, antes do presidente francês Emmanuel Macron deixar a Guiana, em 26 de outubro, o Ministro da Ecologia da França [“Transição Ecológica”], Nicolas Hulot, havia insistido “longamente com Macron sobre as ameaças para o Meio Ambiente de um projeto de mineração gigantesco no coração da floresta amazônica”, batizado como “Montanha de ouro”.

 

Administrado por um consórcio russo-canadense, o projeto polêmico ameaça diretamente duas “reservas biológicas excepcionais”, segundo o vespertino francês. Ainda segundo o jornal, os defensores da ecologia e as associações locais exigem o fim imediato da mineração.

 

“O ministro da Transição Ecológica não parece ter sido ouvido”, afirma Le Monde. O presidente francês Emmanuel Macron se disse favorável ao projeto de mineração durante entrevista à televisão francesa, no dia 27 de outubro, como relata o jornal: “É um projeto que, eu penso, em suas bases pode ser bom para a Guiana”, disse Macron.

 

O presidente francês, segundo Le Monde, enunciou “exigências e algumas restrições” ao projeto, como a necessidade de se adaptar às “regras de mina responsável”, a “excelência de critérios ecológicos”. “É necessário que a Guiana tenha uma justa contrapartida, é indispensável manter um controle estrito do projeto e favorecer o emprego local”, disse Macron, citado pelo jornal.

 

Presidente francês sempre apoiou o projeto de mineração

 

Le Monde lembra que, em passagem no local da mineração em 2015, quando ainda era ministro da Economia da França, Emmanuel Macron já havia manifestado seu apoio ao garimpo. Segundo o jornal, ele em plena campanha eleitoral, em dezembro de 2016, ele voltou à mineração, na Guiana, e “reiterou seu compromisso com o projeto “Montanha de ouro”, desde que “baseado no respeito ao Meio Ambiente e ao desenvolvimento sustentável”.

 

O periódico conta que o garimpo se encontra “a 125 km de Saint-Laurent-du-Maroni, no oeste da Guiana, em plena floresta, longe de zonas habitadas, entre duas reservas naturais de biodiversidade excepcional”.

 

Associações locais, nacionais e internacionais conseguiram mais de 193 mil assinaturas numa petição contra a “Montanha de ouro”. Elas denunciam, segundo Le Monde, “um monstro industrial de 190 km² de concessões, que prevê um buraco de 2,5 km de extensão, 500 metros de largura e 400 metros de profundidade, com uma usina de tratamento de minerais por meio de materiais tóxicos”.