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19
Mai18

Filme sobre luta indígena no Brasil ganha segundo maior prêmio de Cannes

Talis Andrade

chuva é cantoria dos mortos.jpg

 

chuva.jpg

 

EFE - O aclamado Festival de Cannes, que reúne os melhores filmes e roteiros do mundo, se transformou em oportunidade para aplificar as reivindicações de indígenas brasileiros através do tema abordado na obra "Chuva é cantoria na aldeia dos mortos", que foi escolhido para receber o prêmio especial do júri de Um Certo Olhar.

 

Um certo olhar é a segunda categoria mais importante de Cannes e premeia obras disruptivas, que apontam histórias alternativas ao cinema tradicional e que inovam nos temas de debate. Além disso, o prêmio valoriza novos cineastas.

 

A premiação também é reconhecido por homenagear povos silenciados historicamente, como destacaram os diretores do filme, a brasileira Renée Nader Messora e o português João Salaviza, que receberam o prêmio juntos dos protagonistas, Henrique Ihjãc Kraho e Raene Kôtô Kraho, membros da etnia Kraho.

 

Ihjãc Kraho vestia uma camiseta com a inscrição "Demarcação já", em alusão ao pedido de reconhecimento e a demarcação das terras que fazem parte das etnias Kraho, Fulni-ô, Kayapó, Yawalapiti, Truká ou Khariri-Xocó.

 

"Para nós o importante é trazer a mensagem de que há outras vozes no Brasil que necessitam ser escutadas e que o Estado está aniquilando esses povos todos os dias", afirmou a diretora.

 

Mais que ganhar o prêmio, os diretores destacaram que Cannes é um lugar especial para disseminar mensagens sobre a luta indígena para um público maior e global.

 

"Todas as oportunidades que tivemos para mostrar o que se passa no Brasil, nós aproveitamos ", acrescentou Nader.

 

Enquanto recebia o prêmio, Salaviza também se referiu à voz das 2.000 etnias indígenas do Brasil e à importância que filmes como o seu têm para contar os problemas desses povos.

 

O documentário conta a história do índio Ihjãc, um jovem da tribo Kraho que vive em uma região tropical no norte do Brasil e quer fugir de lá para tentar parar os pesadelos que têm desde a morte do pai.

 

Em primeiro lugar nesta categoria ficou o filme "Gräns", do iraniano Ali Abbasi, no qual uma policial que trabalha na aduana de um aeroporto e duvida pela primeira vez das suas próprias capacidades quando se depara com um suspeito pelo qual acabará se sentindo atraída.

 

 

 

 

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