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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

09
Mai18

Estudante da Uerj foi julgada antes de ser morta pelo supremo tribunal das milícias

Talis Andrade

No Rio do general interventor militar de Temer os traficantes comandam 

 

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A estudante de artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Matheusa Passarelli, de 21 anos, foi “julgada” antes de ser morta por traficantes do Morro do 18, na Zona Norte do Rio.

 

Matheusa, que nasceu Matheus, mas entendia que sua identidade de gênero não é nem de homem nem de mulher, e, sim, de uma pessoa, estava desaparecida havia uma semana e o corpo ainda não foi encontrado.

 

A polícia, no entanto, já sabe que bandidos a encontraram transtornada e nua na entrada da comunidade, onde foi capturada, ouvida e depois executada.


Matheusa chegou ao Morro do 18 após sair de uma festa a dois quilômetros dali, na Rua Cruz e Souza, no Encantado, também na Zona Norte. De acordo com relatos, ela estava em surto, andava tirando a roupa e falando frases desconexas.


“Ele foi levado aos traficantes para tentar explicar ali o porquê da situação e não conseguiu se defender ao ponto de ser liberado. E o mataram sem qualquer justificativa (…) Ele foi julgado, tentou se defender, mas segundo moradores ele continuava falando as frases desconexas. Ele não tinha consciência de que ele estava passando por um ‘tribunal’ e, por essa razão, foi morto”, explicou ao RJTV a delegada Ellen Souto, da Delegacia de Paradeiros.

 

Os policiais consideram que há “fortes indícios” de que o corpo da estudante tenha sido queimado após a execução por traficantes.