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25
Jul20

Estados rejeitam cloroquina doada por Trump e estoque de remédio vai para o Exército que está fabricando o medicamento a mando de Bolsonaro

Talis Andrade

cloroquila na pista.jpg

 

 

Comprimidos de hidroxicloroquina doados ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos e por um laboratório foram enviados ao laboratório do Exército, depois que os secretários estaduais de Saúde se posicionarem contra o uso do medicamento mediante estudos que demonstram falta de eficácia contra a Covid-19 e registro de efeitos adversos.

A doação norte-americana foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no final de maio, depois de uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Brasil pediu ajuda dos EUA para combate à epidemia do novo coronavírus e recebeu a promessa do envio do medicamento, que é defendido por ambos os líderes para tratar a Covid-19, apesar da falta de comprovação de eficácia em diferentes estudos.

Escreve Carla Araújo, no UOL: Desde que o presidente Jair Bolsonaro acertou com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que as Forças Armadas iriam ajudar na produção de cloroquina, o Exército já produziu 1.250.000 de comprimidos de 150 mg.

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, alterou o protocolo para a utilização do medicamento. Segundo o Ministério da Defesa, a produção começou no dia 14 de abril e, no momento, o Exército aguarda a entrega de mais insumos para continuar na fabricação. "Ainda não foram recebidos os insumos para nova produção. Após o recebimento dos insumos, a previsão de produção total de 1.750.000 comprimidos", explicou a pasta.

Comenta a Reuters: A maior parte dos governos estaduais não chancela o uso da hidroxicloroquina contra a Covid-19 e os secretários estaduais rejeitaram uma tentativa do governo federal de repassar aos Estados os custos da Cloroquina de Trump, para fracionar e reembalar os comprimidos, o que provocou um impasse.

O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira que os comprimidos doados —dois milhões enviados pelo governo norte-americano e um milhão pelo laboratório Novartis— foram enviados em parte ao laboratório do Exército, que já havia aumentando a produção própria de cloroquina a pedido de Bolsonaro.

“O Brasil recebeu essa doação no quantitativo de 3 milhões de compridos e esse quantitativo está hoje sob a guarda do Ministério da Saúde e do Laboratório do Exército”, disse Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE) do ministério, em entrevista coletiva.

“Não há gastos para o fracionamento da carga doada, há sim um apoio do Ministério da Defesa, a quem nós agradecemos, e esforços entre os laboratórios oficiais da rede pública para equacionar o fracionamento”, acrescentou.

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