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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

30
Nov17

"Elogio da Política"

Talis Andrade

 

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No Brasil a imprensa faz propaganda contra os políticos, e propõe candidaturas de pessoas vazias como Doria, como Huck, como Faustão, ou a ameaça de uma intervenção militar, ou o perigo do fanatismo religioso de um Crivella ou do tio dele o bispo Edir Macedo, importante divulgar o "elogio da política" do Papa Francisco hoje. 

 

Bergoglio falou portanto da importância de um «lugar emblemático» como a praça. Onde os desejos dos grupos «devem harmonizar-se com os da coletividade», onde é «essencial que todos trabalhem juntos pelo bem comum», onde é necessária uma política «boa».

 

 

O povo precisa ir para as ruas. As ruas tão temidas por um Temer, odiadas por um Bolsonaro, um militarista da bancada da bala, inimigo dos referendos, dos plebiscitos. A mesma mentalidade retrógrada dos militares de 64, de que toda manifestação do povo deve ser dispersada à bala de borracha, no cacetete, e bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

 

Veja a rua como uma extensão da casa, para citar Gustavo Krause, um dos maiores prefeitos do Recife. A rua como fórum, como símbolo da democracia. Do diálogo. 

 

Esta política, lembra o Papa Francisco, não é «aquela subjugada às ambições individuais nem à prepotência de fações ou centros de interesses», com o realismo, no tempo da antipolítica, de quem «sabe que nem sequer a melhor classe dirigente pode resolver todas as questões num instante». E a própria paixão política tradicional da praça, da rua, serviu ao Pontífice para encorajar, diante do desmedido poder financeiro e mediático, a redescoberta «desta dimensão essencial da convivência civil», mas para «fazer prevalecer o bem do todo sobre o de uma parte».

 

Considerar a política como sinônimo de corrupção, bastarda má fé de quem esquece que as malas da propina das obras e serviços fantasmas, do caixa 2 das campanhas eleitorais são facilidades criadas pela justiça que não pune, e o voto do analfabeto político uma consequência da falta do debate nas ruas do povo.

 

 

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