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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

19
Out18

Disse Sergio Moro (que continua calado sobre caixa 2 de Bolsonaro): "A corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito"

Talis Andrade

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"Caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia", acentuou Moro

 

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Rosangela Moro declarou: Toda escolha tem seu valor, exceto compactuar com corruptos que roubam nossa cidadania

 

247 - O juiz Sergio Moro, que em nome do combate à corrupção condenou sem provas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não se pronunciou sobre o esquema ilegal, por meio de caixa 2, feito por empresários para divulgar fake news de forma massiva em prol do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL).

 

Em abril deste ano, Moro declarou, durante uma palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que "caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia". "Para mim a corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito", disse na ocasião.

 

Na palestra feita no início do ano, ele também defendeu mudanças na legislação por entender que atual tipificação de caixa 2, que considera o caso semelhante à falsificação como "inadequada". "Temos que falar a verdade, a Caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral", disse.

 

"Para mim a corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito. Se eu peguei essa propina e coloquei em uma conta na suíça, isso é um crime, mas esse dinheiro está lá, não está mais fazendo mal a ninguém naquele momento. Agora, se eu utilizo para ganhar uma eleição, para trapacear uma eleição, isso para mim é terrível", completou.

 

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A empresária Rosângela Wolff Moro, esposa do juiz Sergio Moro, fez uma publicação em sua conta no Instagram sobre os protestos do movimento #EleNão, contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República.

 

Rosângela não criticou as manifestações, mas atacou o discurso de “grupo contra grupo” e disse que não pode ser “X versus Y”. O principal mote do movimento é a oposição de mulheres, negros e pessoas LGBT a Bolsonaro por considerarem o discurso dele machista, racista e homofóbico.

 

O post é ilustrado por uma montagem com fotos de manifestantes que usaram nudez e o discurso identitário (como uma foto de um menino que se identifica como “viado”, ao lado da mãe dele, que se identifica como “mãe de viado”) para se opôr a Bolsonaro. Rosângela pregou a união nacional: “Não são feministas x fulano. Cada brasileiro tem seu valor”.

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No entender deste Correspondente ela fez uma declaração de voto em Bolsonaro. Está explícito.

 

Para a revista Veja: Sem indicar apoio ao presidenciável do PSL ou a qualquer outro candidato, Rosângela Moro afirmou que “toda opção tem seu valor, exceto votar em bandido”. Ela não deixou claro qual candidato considera “bandido”, mas foi seu marido, o juiz Moro, quem condenou à prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal artífice da candidatura de Fernando Haddad (PT), adversário de Bolsonaro.

 

A grande quantidade de notícias falsas, as fake news, e a lentidão da Justiça ao julgar registros de candidaturas impactaram negativamente o primeiro turno das eleições no Brasil. Essa é a conclusão do relatório preliminar divulgado nessa segunda-feira (8) pela Missão de Observação Eleitoral da OEA, Organização dos Estados Americanos.

 

Foi a primeira vez que 41 especialistas de 18 nacionalidades acompanharam as eleições no país. Para eles, tanto as instituições brasileiras quanto a imprensa têm se esforçado no combate às mentiras, mas o desafio é conseguir levar a verdade para os grupos privados de discussões, como os do WhatsApp.

 

Falta (depende de investigações do fisco, da Polícia Federal) saber quantos milhões (caixa 2) foram investidos em propaganda política enganosa, em meias-verdades, boatos e mentiras nas redes sociais, inclusive com publicidade subliminar. 

 

Empresas compram pacotes ilegais de envio de mensagens contra o PT no WhatsApp, diz jornal

 

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Informa o jornal El País, Espanha:

 

Empresários compraram irregularmente pacotes massivos de envio de mensagens contrárias ao PT pelo WhatsApp, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelaFolha de S.Paulo. De acordo com a apuração do jornal, os contratos chegam a 12 milhões de reais e, entre os compradores, está Luciano Hang, dono da Havan. Ele apoia publicamente Jair Bolsonaro (PSL) e já foi obrigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirar de seu Facebook um vídeo favorável ao capitão reformado que tinha sido pago para alcançar mais pessoas. A ação, revelada pelo EL PAÍS em agosto, é proibida pela legislação eleitoral, que diz que só os próprios candidatos, partidos e suas coligações podem comprar propaganda eleitoral no Facebook. Bolsonaro nega, por meio de seu advogado, qualquer participação em irregularidades. Hang também. O WhatsApp disse, em nota, que "está investigando os pontos denunciados pela reportagem".O PT afirma que acionará a Justiça, enquanto PDT, de Ciro Gomes, diz que pedirá para anular a eleição. 

 

Segundo a matéria da Folha as empresas "apoiando o candidato Jair Bolsonaro" compram de companhias especializadas um serviço chamado "disparo em massa" de mensagens no WhatsApp. Para isso, usam a base do próprio candidato ou partido ou uma base das próprias empresas que prestam o serviço, o que é ilegal porque a legislação eleitoral também não permite a compra de base de dados de terceiros. Essas bases de nomes compradas oferecem segmentação por região geográfica e, às vezes, por renda, explica o jornal. Muitas vezes, elas são fornecidas por empresas de cobrança ou por funcionários de empresas telefônicas, também segundo a Folha. O jornal diz ainda que as empresas investigadas pela reportagem estavam impossibilitadas de aceitar novos pedidos antes de 28 de outubro, data do segundo turno, por terem serviços enormes de disparos previstos para a véspera. Segundo o jornal, a prática também foi usada pelo candidato ao Governo de Minas Gerais pelo partido Novo, Romeu Zema. A companhia contratada pelo candidato, Croc Services, chegou a dizer ao jornal que não havia feito disparos massivos. Depois, no entanto, admitiu o serviço, mas negou que tenha utilizado banco de dados de não filiados ao novo.

 

A prática relatada pode configurar doação de campanha por empresa, o que é ilegal. Além do mais pode conter outra irregularidade caso se comprove que partiu de uma campanha política e não foi registrada na prestação de contas do candidato. A declaração do candidato ao TSE contém apenas o pagamento de 115.000 reais a uma empresa que realiza serviços de mídias digitais, a AM4 Brasil Inteligência Digital, que afirmou à Folha que mantém apenas grupos de WhatsApp para denúncias de fake news, listas de transmissão e grupos estaduais chamados comitês de conteúdo, relata o jornal. A Folha, entretanto, revela que apurou que o serviço dela não se restringe a isso. Uma das ferramentas usadas é a geração de números estrangeiros automáticos. Esses números são distribuídos a funcionários e voluntários —cada qual com dezenas deles— que são usados para administrar grupos ou participar deles. Com os códigos de outros países eles escapam dos filtros de spam e de limitações impostas ao WhatsApp no Brasil, como a limitação no número de participantes e na quantidade de repasse automático.

 

O EL PAÍS entrou durante a campanha em alguns desses grupos de apoiadores do candidato Bolsonaro e constatou a existência de muitos números com códigos de outros países entre os administradores. Há números dos Estados Unidos, Portugal, Itália e Reino Unido, entre outros. Em 28 de setembro, reportagem mostrou como funciona a máquina de fake news que opera nos grupos a favor de Bolsonaro no WhatsApp. O EL PAÍS acompanhou três grupos por três semanas, que publicavam juntos mais de 1.000 mensagens por dia, com conteúdos que informavam, por exemplo, que as urnas eletrônicas já foram fraudadas no país, algo que nunca aconteceu. Havia na ocasião ao menos cem grupos públicos que apoiam o capitão reformado do Exército no aplicativo. Transcrevi trechos 

 

 

 

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