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20
Jun18

Desembargadora e comandantes da PM de Mato Grosso envolvidos com contrabandistas

Talis Andrade

Cheque de R$165 mil de desembargadora é encontrado 

Tânia Garcia de Freitas Borges.jpg 

Desembargadora Freitas Borges

 

 

 

 

Os 28 policiais militares presos por integrarem uma organização que facilitava o contrabando de cigarros em Mato Grosso do Sul, viraram réus nesta terça-feira (19) pelos crimes de organização criminosa, e corrupção e lavagem de dinheiro. Eles foram presos na operação Oiketicus deflagrada na capital e mais 15 cidades do interior no mês passado.

 

De acordo com investigação do Gaeco de da Corregedoria da PM, eles recebiam propina de 30 até 100 mil reais para não fiscalizar a passagem dos carregamentos de cigarros no estado. 

 

Três comandantes de batalhões são apontadois pelos promotores como chefes da quadrilha de de policiais: Os tenentes-coronéis Admilson Cristaldo Barbosa, responsável por Jardim, Luciao Espíndola, de Bonito, e o major Oscar Leite Ribeiro, que comandou Bela Vista e estava à frente de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, desde março. Eles foram presos e exonerados das funções de chefia. Todos os réus estão presos.

 

cristaldo.jpg

Cristaldo foi preso durante a Oiketicus sob acusação de ter ligação com contrabandistas de cigarro

 

 

Em Publica, escreve Rafael Brunetti: Cheque de R$ 165 mil, encontrado durante a operação contra esquema de contrabando de cigarros em Mato Grosso do Sul, foi emitido pela desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), afirma o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

 

O valor teria sido repassado ao tenente-coronel PM Admilson Cristaldo Barbosa, um dos principais alvos da Operação Oiketicus, deflagrada em maio. Ainda segundo os responsáveis pela investigação, mensagens em celular apreendido revelaram uma negociação entre Tânia e o PM para que Admilson fosse nomeado no cargo de chefe da segurança do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) a partir de 2019, quando a desembargadora deve assumir o comando do Judiciário estadual.

 

De acordo com o campo grande news Os fatos que indicam a relação entre os dois constam no relatório do Gaeco referente aos mandados de busca e apreensão cumpridos durante a Oiketicus, que resultaram na apreensão de notas promissórias e do cheque de R$ 165 mil, emitido no dia 19 de março, com anotação para compensação um mês depois.

 

Em depoimento, Admilson alegou ter vendido um Jeep Grand Cherokee à Tânia, mas conforme apurado pelo Gaeco, a negociação não ocorreu, porque o veículo continua na garagem de uma revendedora de Campo Grande.

 

Apesar de não divulgar o teor das mensagens, o Gaeco é categórico ao afirmar que a desembargadora “tratou com o denunciado Admilson acerca de sua nomeação como chefe de segurança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul quando de sua assunção no cargo de presidente no ano de 2019”.

 

A desembargadora é mãe de Breno Fernando Borges, preso por tráfico de drogas. O caso ganhou repercussão nacional depois que a desembargadora foi pessoalmente liberar o filho do presídio de Três Lagoas.

 

Notas promissórias também foram apreendidas durante a operação contra a Máfia dos Cigaros, que seriam de Dênis Peixoto Ferrão Filho, servidor do TCE (Tribunal de Contas do Estado) que foi alvo da segunda fase da ação. O Gaeco o apontou como suspeito de lavagem de dinheiro “justamente oriundo de corrupção”.

 

Patrimônio incompatível com os rendimentos

A investigação começou em maio de 2017, mas só um ano depois a Operação Oiketicus foi para as ruas, prendeu policiais e cumpriu busca e apreensão nas casas dos investigados e nos batalhões da PM onde serviam. Com análise de documentos e escutas telefônicas, os promotores descobriram que muitos dos investigados não possuem padrão de vida compatível com os rendimentos.

 

O cabo Aparecido Cristiano Fialho, de Naviraí, possui um patrimônio estimado em R$ 7 milhões de reais. Ele responde separadamente a outro processo, por obstrução de justiça.

 

O tenente coronel Admilson Crostaldo Barbosa, apesar de receber um salário de cerca de R$25 mil reais, ostenta viagens e gastos com passagens de avião e hotéis, motos importadas de R$70 e R$80 mil e outra de pouco mais de R$67 mil.

 

Ele adquiriu em 2016 um automóvel Jeep Grand Cherokee por R$ 210 mil. Também foi descoberta a compra e

instalação de uma banheira por R$ 28 mil, bem como aquisições na loja da Prada Brasil. E viagens, incluindo tour internacional de motocicleta, e gastos de R$ 8 mil em duas noites no Rio de Janeiro.

 

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