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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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31
Mai18

Deputados e senadores sem rabo preso vão investigar a rendosa indústria das delações mais do que premiadas

Talis Andrade

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CPI da Indústria das Delações ganhou fôlego, nas últimas semanas, com a divulgação de áudios em que Joesley Batista detalha a participação do então procurador Marcello Miller nas negociações de sua delação.

 

Para Paulo Pimenta, esses áudios revelaram ao público um modus operandi de um processo do qual já se suspeitava há tempos. “Delatores e investigadores da Polícia Federal e Ministério Público Federal acabam estabelecendo parcerias não republicanas, escritórios envolvidos, esse modus operandi tem que ser investigado e esclarecido”, afirmou o deputado.

 

“Nós dois temos que operar o Marcello (Miller) direitinho pra chegar no Janot e pá. Tã tã tã”, afirmou Joesley a Ricardo Saud, ex-diretor da J&F, em um dos áudios divulgados.

 

Ex-braço direito de Janot se nega a explicar milh

 

 

Para Wadih Damous, esse padrão de delação ocorre em outras investigações. “A relação que se estabelece entre investigadores e delatores é algo que deve ser investigado”, disse Damous. ­­­Segundo ele, há indícios de coação, e promessas a partir do acordo que não têm previsão legal. “Muitas vezes os investigadores, sobretudo os de Curitiba fazem promessas para conseguirem delações das quais a lei não autoriza que sejam feitas”.

 

“E eu não entendo porque alguns senadores não querem investigar esses procedimentos de delação, não querem que procuradores da República venham depor aqui”, acrescentou. Segundo Damous, alguns desses senadores são árduos defensores do combate à corrupção, mas não querem esclarecer esses procedimentos que podem, inclusive, gerar nulidade nas investigações.

 

“Acaba fazendo que a palavra de um delator, que fez uma parceria mal explicada com um procurador ou um juiz, sirva para condenações, como já assistimos”, afirmou Pimenta, lembrando da fragilidade dessas provas baseadas apenas em delações.

 

“Não podemos ter no País a condição de que determinados procedimentos estejam fora da lei. Essas gravações revelaram como verdadeiras, suspeitas, que tratativas ocorrem, e estão fora da lei, e que, de fato, devem ser investigadas”, concluiu.

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