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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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18
Ago18

Decisão favorável a Lula fez Temer vetar o envio de militares brasileiros em missão de paz na África

Talis Andrade

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O Itamaraty mentiu quando afirmou que não recebeu da ONU, em momento algum, qualquer aviso prévio ou "pedido de informação" acerca da decisão liminar, do Comitê de Direitos HUmanos, de garantir os direitos políticos de Lula da Silva.

 

 

Em janeiro, Michel Temer anunciou para a imprensa que o Brasil deveria enviar 750 militares brasileiros para participar da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro Africana, onde confrontos entre grupos paramilitares já causaram milhares de mortes e obrigaram cerca de 700 mil pessoas a abandonar seus lares.

 

Dez militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica viajaram em janeiro para aquele país africano, em uma operação prévia de reconhecimento. 

 

Não informou o governo, que o Itamarati tentou chantagear a ONU. O envio de uma tropa de paz brasileira estava condicionado a uma recusa da ONU de defender os direitos de Lula, negados pelos tribunais de exceção do golpe que derrubou Dilma Rousseff. Na noite de 10 de abril, o Ministério da Defesa divulgou nota, afirmando que o governo brasileiro recusou o pedido da ONU, de novembro de 2017, para o envio de tropas para as missões de paz na República Centro-Africana e na República Democrática do Congo. 

 

Seis dias antes, no dia 4 de abril, a imprensa noticiava que a defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva protocolou, no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), em Genebra, uma medida cautelar com pedido de liminar para impedir a prisão de Lula até o exaurimento de todos os recursos jurídicos.

 

"A decisão por uma estreita margem, tomada pelo Supremo Tribunal Federal, demonstra a necessidade de um tribunal independente examinar se a presunção de inocência foi violada no caso de Lula, como também as alegações sobre as condutas tendenciosas do juiz Sérgio Moro e dos desembargadores contra o ex-presidente". 

 

A imprensa noticiou que a "ONU havia aberto espaço para o crescimento da importância do Brasil no cenário geopolítico internacional -- e o país perdeu a oportunidade, o que pode não se repetir."

 

O Brasil também tem pressionado o Governo da Noruega, para que Lula não receba o Nobel da Paz. 

 

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