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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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30
Set18

De Lisboa a Berlim, manifestantes anti-Bolsonaro repetiram que "Ele Não"

Talis Andrade

  

Lisboa e Berlim dizem “não” a Bolsonaro

 

A alta de Jair Bolsonaro coincidiu com um dia de protestos contra a sua candidatura, convocado pelo movimento de mulheres brasileiras #EleNão e com manifestações previstas para várias cidades brasileiras e também por todo o mundo.

 

Cerca de três centenas de pessoas juntaram-se este sábado na Praça Luís de Camões, no centro de Lisboa, a gritar e a cantar palavras de ordem contra o candidato da extrema-direita às eleições presidenciais brasileiras. Os manifestantes juntaram-se pelas 16h no Chiado, onde cantaram e gritaram as palavras de ordem vindas da campanha brasileira: “Ele não”, “ele nunca”, “fascistas, fascistas, não passarão” ou “eu não voto no candidato fascista”.

 

A praça da capital portuguesa ficou repleta de bandeiras do Brasil, bandeiras da comunidade LGBT e balões roxos, em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em Março, no Rio de Janeiro.

Na Alemanha, um país que conserva na memória a ditadura fascista, mais de 300 pessoas responderam ao apelo, lançado nas redes sociais, para um protesto contra a eleição de Bolsonaro. O local do encontro foi definido na rede social Facebook, mas, para os mais distraídos, foi escrito a giz, no chão, em letras grandes: “Ele Não”.

 

A mensagem aparece repetida em cartazes, traduzida para inglês e alemão, pode ler-se também em t-shirts e até na cara de muitas mulheres que decidiram juntar-se em May-Ayim-Ufer, numa das margens do rio Spree. Marcela Dias, a viver há dois anos em Berlim, foi das primeiras a chegar. Trazia uma camisola com as cores da bandeira gay, “ele não” escrito na bochecha, e lápis na mão. Vai pintando outras mulheres que fazem fila à espera de vez.

 

“Ele não, ele de jeito nenhum, como pode? Acho que nem é uma questão política ou de direita ou esquerda. É uma questão humanitária”, confessa, enquanto vai explicando o que a levou a aceitar a chamada nas redes sociais. “Eu sinto mais esperança do que medo, para ser sincera. O medo está lá, mas prefiro acreditar que as coisas vão virar e que ele não vai ganhar”, desabafa Marcela Dias, que vai votar nas eleições 7 de Outubro.

 

O evento “Mulheres unidas contra o Bolsonaro em Berlim” foi criado por Lou Trajano, de 24 anos. “Estou muito assustada, pensar no nosso Brasil a passar novamente por uma ditadura ou por tempos difíceis com alguém que não está minimamente preparado para governar o país. Dá um clima de incerteza muito grande, é assustador”, desabafa a organizadora, a viver na Alemanha há cerca de dez meses. Transcrevi trechos

 

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