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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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16
Ago18

Dallas Dallagnol, que fez jejum pela prisão de Lula, é o DD da propina de Tacla Durán?

Talis Andrade

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O juiz Sérgio Moro corre dessa denúncia, porque Rodrigo Tacla Durán é acusado de ser de uma quadrilha da qual faz parte o ex-governador Beto Richa e um parente de Rosangela Moro. 

 

Até hoje se desconhece o grau de parentesco: se tio, ou primo-irmão da esposa de Sérgio Moro.

 

Acusado de lavar mais de R$ 50 milhões, o ex-advogado da Odebrecht e da UTC Rodrigo Tacla Durán clareou os escuros porões da Operação Lava Jato.

 

Em depoimento no fim de novembro à CPI da JBS, Durán incrimina o advogado Carlos Zucolotto Jr, ex-sócio da esposa do juiz federal Sergio Moro e padrinho de casamento do casal, de oferecer delação premiada com pagamento de caixa 2. O acordo reduziria a multa de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões, com a condição de Durán pagar US$ 5 milhões "por fora", a título de honorários, porque "havia o pessoal que ajudaria nessa tarefa". Nesse pacote constaria ainda a prisão domiciliar em lugar do regime fechado.

 

Denunciou e comprovou para a CPI: Que os procuradores Júlio Noronha e Roberson Pozzobon lhe enviaram o esboço da colaboração, conforme os termos propostos por Zucolotto. O réu apresentou à CPI imagens periciadas da conversa com o advogado.

 

Por considerar que estava sendo extorquido, além do risco de ser preso preventivamente, Durán decidiu não aceitar o negócio e se mudou para a Espanha, onde tem dupla cidadania, com a família.

 

Tacla Durán também acusa o ex-procurador Marcello Miller de oferecer colaboração "à la carte": uma lista de políticos que poderia incriminar. A cooperação não pode ser induzida.

 

Marcello Miller fechou as delações premiadas que forneceram os testemunhos para Moro condenar Lula sem provas. Tacla acertou: Miller hoje está sendo investigado por corrupção. Faltam os outros comparsas. 

 

Presos autorizados a fazer até seis viagens internacionais

 

Em delação premiada, na última semana, Vinícius Claret e Cláudio de Souza afirmaram que pagavam US$ 50 mil mensais ao advogado Antonio Figueiredo Basto em troca de proteção, confirmando depoimento de Tacla Duran. Antonio Figueireo Basto fez fortuna advogando colaborações de delatores,.

 

Transcrevo do Vio Mundo

O advogado denuncia vantagens concedidas pelo MPF aos executivos Luiz Augusto França, Marco Bilinski e Vinicius Borin: apesar de movimentaram U$ 2,6 bilhões em esquemas de lavagem de dinheiro no Meiln Bank, eles se livraram das acusações mais graves, receberam pena máxima combinada de 8 anos em regime fechado e pagaram multa que somou apenas R$ 3,4 milhões.

 

Além disso, foram autorizados a fazer até seis viagens internacionais durante o cumprimento da pena, desde que com autorização judicial.

 

Durán sugere que, nas viagens, os executivos teriam a oportunidade de apagar rastros e fazer outras operações em defesa de interesses pessoais ou até da Odebrecht.

 

A panela de Curitiba e a indústria de delação premiada 

 

Tacla Durán também reafirmou suas denúncias contra a chamada “panela de Curitiba”, que envolveria escritórios de advocacia e procuradores da Lava Jato em acordos informais.

 

Seria a “indústria da delação premiada”, oferecendo vantagens em troca de denúncias específicas ou mesmo arquivando delações.

 

Durán deu como exemplos o doleiro Dario Messer e seus associados.

 

Embora delatados e alvos da Operação Câmbio, Desligo, da Polícia Federal, o chamado “doleiro dos doleiros” e seus sócios não são alvo de processos na Justiça Federal do Paraná.

 

Segundo Tacla Durán, o Messer tinha acesso aos sistemas internos da Odebrecht e usava o codinome Flexão.

 

O doleiro está foragido.

 

Como lembrou o colunista Jeferson Miola, o “sumiço” de Messer é suspeito:

 

A fuga e o desaparecimento de Dario Messer adquire ainda maior relevância e valor investigativo depois da denúncia feita por doleiros acerca da existência de esquema mafioso mediante o qual o advogado Antônio Figueiredo Basto recebia US$ 50 mil dólares mensais como “taxa de proteção” para garantir que “eles [doleiros] seriam poupados nas delações decorrentes do caso Banestado, que correu na jurisdição de Sergio Moro”.

 

Em seu depoimento, Tacla Durán fez uma conta: considerando que Messer e quatro de seus associados teriam sido protegidos desde 1996 por Figueiredo Basto, o esquema poderia ter rendido ao advogado U$ 25 milhões.

 

Para Durán, a inexistência de ações contra Messer em Curitiba sugere que o suposto esquema do advogado Figueiredo Basto, originário do escândalo do Banestado, de fato funcionou.

 

Basto é um dos acusados por Durán de fazer parte da “panela de Curitiba”, de advogados que teriam ‘facilidades’ junto a integrantes da Lava Jato.

 

Tacla Durán também estranhou que, apesar de delações feitas pelos executivos Benedito Jr. e Henrique Valadares, da Odebrecht, não houve investigação sobre o jornalista Diogo Mainardi — que teria testemunhado um ato de corrupção — nem das empresas PVR Marketing e Propaganda e Empiricus, que teriam sido beneficiárias de dinheiro da empreiteira.

 

“Não sei se é o caso de proteção ou não, mas trata-se de seletividade. Há o caso do jornalista Diogo Mainardi, do Antagonista, que foi delatado por um funcionário de alto escalão da Odebrecht que é o Henrique Valadares. Nós não vimos nenhuma investigação aberta contra o jornalista ou contra a PVR ou contra a Empiricus em Curitiba. Existem pagamentos mapeados por perícias da Polícia Federal e o próprio video do Henrique Valadares que envolve o jornalista e isso nunca foi investigado”, testemunhou o advogado.

 

Tacla Durán acusa a indústria de delações premiadas. São mais de mil. Precisamente 1. 063. É um catálogo de telefone. Até hoje ninguém cobrou uma relação nominal, apesar da liberação dos depoimentos seletivos para imprensa. 

 

Em novembro de 2017, Tacla Duran denunciou que Carlos Zucolotto Júnior menciou um mediador de codinome DD entre os que seriam beneficiados com a propina de cinco milhões de dólares.

 

Repetindo: Na ocasião, Zucolotto mencionou que um interlocutor com a sigla DD [na Lava Jato só se conhece Deltan Dallagnol com estas iniciais] seria o avalizador final do acordo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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