Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Set20

Dallagnol deixa legado de abusos e crimes

Talis Andrade

 


Para o professor da faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) e integrante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Rogério Dultra dos Santos, o procurador Deltan Dallagnol abandonou o comando da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, porque “a maré virou”.

Em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual, nesta quarta-feira (2), Dultra avaliou que a Lava Jato não exerce mais a “liderança moral” de outrora sobre os rumos da política no país. Apesar de Dallagnol ainda contar com uma “blindagem” capaz de evitar a abertura de processos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
 
“Consolida-se na opinião pública uma crítica muito grande ao tipo de condução que ele (Dallagnol) realizou na operação Lava Jato. Eivada de ilegalidades, abusos e perseguição política, especialmente ao ex-presidente Lula“, disse o jurista.

Degradação

Dultra afirmou que a Lava Jato é responsável pela “degradação institucional” do Ministério Público Federal (MPF). O modelo de força-tarefa dispendioso, porque os procuradores descolados das suas funções originais recebem diárias para atuar. Além disso, esse modelo alimenta uma promiscuidade entre procuradores, policiais federais e o juiz responsável. “A lógica da operação acaba juntando investigação com acusação, o que não é correto, de acordo com a processualística penal”.
 
Choque de poderes

Para Dultra, a saída de Dallagnol também guarda ligação com a disputa de poder entre os procuradores de Curitiba, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o presidente Jair Bolsonaro. “A Lava Jato representa, politicamente, a força e a influência de Sergio Moro”. Após sair do ministério da Justiça, Moro teria se tornado um inimigo político do presidente.

A liminar da subprocuradora Maria Caetana Cíntia dos Santos que prorrogou, nesta terça-feira (1º), o funcionamento da Lava Jato por mais um ano, também teria a ver com essa disputa. A decisão poderá, ainda, ser revertida pelo procurador-geral Augusto Aras. Nos bastidores, fala-se que a saída de Dallagnol seria uma tentativa de evitar que a força-tarefa fosse dissolvida. Ele alegou problemas de saúde da sua filha pequena para justificar a decisão.
Assista à entrevista 

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub