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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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14
Jun17

Curador do Baleia Azul um serial killer

Talis Andrade


MULHER NEGA REVELAR NOME DO CURADOR 

 

Uma mulher de 19 anos, apontada pela polícia civil como o oitavo provável caso do jogo da Baleia Azul em Pernambuco, Brasil, estaria na fase final do desafio. Pelo menos é no que acredita o delegado Carlos Couto, que investiga a improvável tentativa de suicídio.

 

Angelo Gioia.jpg

 

O secretário de Segurança, delegado da Polícia Federal Angelo Gioia (foto), nega-se a falar com a imprensa. O governador Paulo Câmara anda escondido. A última vez que foi visto estava de colete salva-vidas percorrendo as cidades atingidas pelas últimas enchentes.

 

Todos os casos da Baleia Azul são empurrados para Carlos Couto, delegado do Cordeiro, bairro do Recife. "Pelas inúmeras mutilações por todo o corpo, pelas mensagens que estavam no aplicativo dá-se a entender que ela já estaria na parte final do jogo. Em uma das mensagens, o curador pede para ela subir até um telhado possivelmente para se jogar. Seria o caso mais grave dentre os oito que estamos investigando. Mas, possivelmente, esses criminosos devem estar atuando com diversas outras pessoas. Daí a importância dos pais e do ambiente escolar ficar atento", disse o delegado, em coletiva.

 

Vários jornalistas babacas participaram da entrevista, e nenhum foi capaz de uma pergunta inteligente. Todos ficaram embevecidos com a fala estonteante e encantadora do delegado.

 

A vítima, uma débil mental, nega-se a revelar o nome do curador e o nome da baleia fiscal com quem conversava pessoalmente, e fiscalizava cada jogada. São cinquenta exercícios. Cinquenta dias de jogo.

 

O curador, um serial killer. Um assassino profissional contratado por incestuosos, pedófilos, traficantes de órgãos, escravocratas de crianças e adolescentes, gigolôs da prostituição (o Brasil possui 500 mil prostitutas infantis), e parentes de órfãs herdeiras de grandes fortunas.

 

O curador é muito procurado porque não deixa pistas, e sempre usa uma baleia fiscal para o contato pessoal com as vítimas.

 

Os escravistas punem com a morte as escravas fugitivas do trabalho e da prostituição infantis.

 

Ainda de acordo com o delegado, a mãe resolveu procurar a polícia após verificar uma postagem da filha em uma rede social, onde aparece uma garota com "grande quantidade de auto flagelações por todo o corpo". Um inquérito foi instaurado "e constatamos evidências da participação dessa mulher no jogo, inclusive teria confessado que estaria jogando também para outras duas familiares que serão ouvidas", acrescentou.

 

As investigações apontaram como acontecem as conversas com o curador: "Já identificamos que o diálogo com o suposto (sic) curador se dava pelo Messenger, pela rede social Facebook, e a partir daí a polícia civil, por meio da inteligência, vai tentar indentificá-lo", promete o delegado. É isso aí: Tentar.

 

A negativa da vítima em falar sobre o caso, no entanto, constitui um entrave à investigação: "A jovem foi orientada, está sob constante coação do curador e não mantém nenhuma espécie de comunicação verbal, nem mesmo com os pais. Tentamos extrair alguma informação e nenhuma palavra foi dita, nem por escrito. Aconteceram meros acenos de cabeça", detalha Couto, adiantando que a polícia apura se o curador também teria feito ameaças aos familiares, caso ela se manifestasse.

 

O delegado acrescenta que a vítima ainda demonstra constante e insistente vontade de ter acesso ao seu smartphone e às redes sociais. Ainda ontem, a jovem foi submetida a exame traumatológico no Instituto de Criminalística (IC), mas se recusou a mostrar as lesões e passa agora a receber encaminhamentos clínicos.

 

Apesar de nenhum médico ter examinado a mulher, que se nega a deixar que seu corpo seja tocado, o delegado Couto continua afirmando que a vítima tem inúmeros ferimentos.

 

A justiça no Brasil pega leve com os couteiros . Se o foragido tiver pena de detenção, que nenhum curador tem, a punição para o ocultador será uma prisão de apenas 15 dias a três meses, além de multa. Que não se aplicam, no entanto, se quem presta o auxílio são pais, filhos, cônjuge ou irmão do criminoso. “É necessário um instrumento legal que puna e iniba a ação daqueles que pretendam obstruir a ação da Justiça ou da autoridade policial”, afirmou em off, um porta-voz do governador Paulo Câmara.

 

Historicamente, a política no Brasil se faz com a proteção de pistoleiros por coronéis do asfalto, ricos fazendeiros nas cidades do Interior, que os currais eleitorais dos governos paralelos elegem vereadores, prefeitos e deputados.

 

 

 

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