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O CORRESPONDENTE

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O CORRESPONDENTE

12
Ago22

Comandante, não ofenda o Exército

Talis Andrade

 

O coronel misógino manda recado miltar para a candidata à presidenta do Brasil Simone Tebet: “vaca vota em vaca”. O MDB, PSDB e Cidadania vão processar o desaforado fiscal de urna Ricardo Sant' Anna? 

 

por Fernando Brito

- - -

A Folha informa que o Exército diz que não indicará um substituto para o coronel que se dividia em auditar o sistema eleitoral e desmoralizá-lo em postagens na Internet.

Reclama que seu descredenciamento foi “baseado em “apuração da imprensa” e de forma unilateral, sem qualquer pedido de esclarecimento ou consulta ao Ministério da Defesa ou ao Exército Brasileiro.

E desde quando “apuração da imprensa”, apoiada em “prints” das publicações do coronel, não prova o desvio de comportamento de um alto oficial militar? Algo contra quem apura informações que estão públicas?

A coisa é pior, senhor comandante do Exército e é mais grave do que o próprio comando não ter detectado a atividade política deste oficial, proibida pelo Regimento Disciplinar a que, ao que parece, os senhores dão tão pouca importância, entre outras pérolas, ter se referido a uma senadora da República, Simone Tebet, com palavras tão gentis como “vaca vota em vaca”.

O Exército que tem de proteger um país em tempos de guerra tecnológica não sabe “dar um Google”?

Mas, de novo, é ainda pior.

Bastaria ter perguntado ao indicado se, alguma vez, por qualquer meio, já tinha se manifestado sobre o sistema que, em tese, deveria auditar. O dever de lealdade a seus comandantes faria dizer que sim e, com os agradecimentos de praxe, dispensá-lo da missão.

Assim mandariam os deveres de honra e lealdade que, noutros tempos, foram caros a esta Força.

Quem está sendo ofendido com as suspeitas, não é o coronel tuiteiro, é o Exército Brasileiro, quando o comando, pior do que ter se revelado tolo, o que todos podem ser, ou desidioso, coisa que não se pode ser, mostra-se cúmplice, o que jamais se pode aceitar em um comando militar.

Quando seus generais perdem a noção disso, quem paga é a instituição.

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Tebet chama de "covarde" coronel expulso de comissão para fiscalizar urnas

 (crédito: Iano Andrade / CNI)

 

por Victor Correia /Correio Braziliense: 

A senadora e candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB) chamou de "covarde" nesta terça-feira (9/8) o coronel do Exército Ricardo Sant'Anna, expulso ontem pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edson Fachin do grupo de nove militares enviados pelo Ministério da Defesa para inspecionar o código-fonte das urnas eletrônicas.

"O coronel Ricardo Sant'Anna é um covarde quando vai às redes sociais e me aborda por eu dizer que mulher vota em mulher, dizendo que 'vaca vota em vaca'. Isso é um desrespeito inadmissível", disse a candidata em sua conta no Twitter. Tebet também o classificou como "tendencioso, parcial, produtor de fake news"

Simone Tebet
@simonetebetbr
Faço um reconhecimento ao Ministro Fachin que expulsou o coronel Ricardo Sant’Anna da Comissão de Fiscalização do Sistema Eletrônico de Votação. Tendencioso, parcial, produtor de “fake news” e que publicou nas suas redes sociais um questionamento da segurança das urnas. +
 

Militar compartilhou informações falsas sobre as urnas

 

O TSE excluiu na segunda-feira (8) o oficial da Comissão de Fiscalização do Sistema Eletrônico de Votação por disseminação de mentiras em suas redes sociais contra o sistema eleitoral.

"Mensagens compartilhadas por ele foram rotuladas como falsas e se prestaram a fazer militância contra as mesmas urnas eletrônicas que, na qualidade de técnico, este solicitou credenciamento junto ao TSE para fiscalizar", diz nota assinada por Fachin e pelo vice-presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, que assume a presidência em 16 de agosto.

Em resposta, ainda ontem, o Ministério da Defesa afirmou que o trabalho dos representantes é técnico e realizado de forma coletiva pela comissão. "Sobre o uso de mídias sociais, os militares ficam sujeitos à regulação das Forças. Já no fim de semana passado, o Exército havia decidido selecionar um novo integrante para a equipe em substituição ao atual. Assim que a seleção estiver concluída, o TSE será informado a respeito", disse a pasta.

 

 

Militares de juízo envergonham o Exército, mas escapam a punições

O general indígena que de repente descobriu que era branco

 

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O Tribunal Superior Eleitoral excluiu na última segunda-feira o coronel Ricardo Sant’Anna da comissão militar que inspeciona o processo eletrônico de coleta e totalização dos votos.

Foi mais uma vergonha que as Forças Armadas tiveram que passar por se juntarem docilmente a Bolsonaro com o propósito de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.

 

Para elas não foi uma vergonha tão menor do que a que passou Bolsonaro em pessoa ao reunir mais de 40 embaixadores estrangeiros para falar mal do seu próprio país.

Mas igualmente foi uma vergonha, ou uma prova de falta dela. Descobriu-se que nas redes sociais o coronel assinara embaixo do comentário de que “votar no PT é exercer o direito de ser idiota”.

E que insultou a senadora Simone Tebet, candidata do MDB, PSDB e CIDADANIA a presidente da República, ao escrever: “Vaca vota em vaca”. Chamou-a de vaca, e às mulheres que votarem nela

Sant’Anna não é um militar qualquer. No Exército, depois dos soldados, vêm os cabos sargentos, tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis, coronéis e finalmente os generais.

O coronel Sant’Anna formou-se em engenharia de telecomunicações pelo Instituto Militar de Engenharia, onde fez doutorado. O instituto é famoso pela qualidade do seu ensino.

Não bastasse, a apenas um degrau do posto de general, o mais alto da carreira, o coronel Sant’Anna é o chefe da Divisão de Sistemas de Segurança e Cibernética da Informação do Exército.

Será punido por infringir normas do Exército? Ou o que fez ficará por isso mesmo como ficou a ida a um comício de Bolsonaro do general da ativa de triste memória Eduardo Pazuello?

O general escalou a galeria da fama como o ministro da Saúde que nunca ouvira falar do SUS e que obedecia a ordens porque tinha “juízo”. É candidato no Rio a deputado federal.

Outro general, Hamilton Mourão, é candidato a senador no Rio Grande do Sul. Seu caso é interessante. Há 4 anos, candidato a vice-presidente da República, declarou-se indígena.

Agora, trocou de cor: declarou-se branco. O Rio Grande do Sul é o segundo maior estado do país em número de brancos. Só perde para Santa Catarina. Mourão é mais um militar de juízo.

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