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17
Set19

CNJ abre processo contra juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro, envolvida na criação de um fundo secreto de 2,6 bilhões

Talis Andrade

A grana desviada da Petrobras foi depositada no dia 3O de janeiro último na Caixa Econômica Federal de Curitiba

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A partir de uma reportagem de Esmael Morais 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que se instaure processo administrativo disciplinar contra Gabriela Hardt, a juíza da 13ª Vara de Curitiba que substituiu Sergio Moro, para que o então responsável pela Operação Lava Jato assumisse o Ministério da Justiça. A determinação se deve ao fato de a juíza homologar e tornar sigiloso o acordo do Ministério Público Federal (MPF) com a Petrobras, que criou um fundo de R$ 2,5 bilhões com recursos “recuperados” com os processos da Lava Jato.

O fundo foi criado sim.  Depois que a trama foi denunciada, o Deltan Dallagnol revelou:

ong procurador lava jato .png

Veja a assinatura dos procuradores. Metade do magote não assinou. Por quê? 

Atualmente se diz que o fundo seria controlado por uma fundação privada e gerida por membros do MPF de Curitiba. Os seis procuradores signatários? O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelidou o fundo de “criança esperança do Dallagnol”. Foi gasta alguma grana? Repito: O dinheiro foi depositado sim. Eis o comprovante:

fundação lava jato.png

O dinheiro continua congelado na Caixa Econômica Federal de Curitiba? Algum sabido gastou parte dessa botija antes encantada. Quem sabe do paradeiro dessa dinheirama?

Em seu site, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) lembra que, em março deste ano, denunciou o acordo por meio de ação popular. A FUP desconhecia o depósito secreto no dia 30 de janeiro último em uma conta gráfica. Dinheiro na moita. Safadeza bem escondida. De acordo com a entidade, “o acordo espúrio disponibilizaria (disponibilizou) 2,5 bilhões de reais do patrimônio da Petrobras para a turma de Moro e Deltan Dallagnol”. Ou melhor, 2 bilhões e 567 milhões. 

A partir da denúncia, diz a FUP, “a Procuradoria-Geral da República reproduziu parte de nossa argumentação e também atacou o acordo com ação no STF”. Parece que a PGR também desconhecia a bilionária conta gráfica. Os petroleiros apontam que o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba homologou o acordo “sem processo, não sendo a Petrobras parte processual, mas vítima”. Acrescenta que aquela vara paranaense não tinha autoridade jurisdicional, “já que não se trata de matéria criminal”.

Não se tratava de "matéria criminal", mas passou a ser. 2,5 bilhões é um puto golpe. Talvez o maior já realizado no Brasil. E tudo sob o sigilo amoroso da república de Curitiba, do conluio Petrobras/juíza/e corriola de seis procuradores. 

 

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