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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

13
Mai18

Cabuji, o pico avistado pelos conquistadores portugueses em 1500

Talis Andrade

 

Os portugueses avistaram primeiro o Pico do Cabugi, no Rio Grande do Norte, e não o Monte Pascoal, na Bahia.

 

O Pico do Cabuji (em tupi-guarani, 'peito de moça'), segundo fontes cientificas, o único vulcão que não teve forças para explodir no Brasil que, até hoje, apresenta sua forma original.

 

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Cabugi, possui 590 metros de altitude, está localizado no município de Angicos, no estado do Rio Grande do Norte

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Paschoal, um pequeno monte (536 metros de altura) localizado próximo ao município de Itamaraju, no estado da Bahia 

 

O primeiro a levantar essa hipótese foi o pesquisador Lenine Barros Pinto, professor da Universidade Federal de Rio Grande do Norte, que publicou o livro "Reinvenção do Descobrimento", no qual afirma que Cabuji é o Monte Pascoal e que o município vizinho de Touros corresponde à cidade de Porto Seguro.

 

"Não, a caravela de Pedro Álvares Cabral não aportou primeiramente na Bahia, em 22 de abril de 1500, conforme ensinam os livros de história. O descobrimento do Brasil se deu pelo Rio Grande do Norte, precisamente na Praia do Marco, município de Touros", afirma a professora-doutora Rosana Mazaro, do Departamento de Turismo da UFRN, também velejadora, que une conhecimentos científicos e práticos para embasar cinco evidências para provar que o Brasil começou pelo RN.

 

“A primeira é pelas correntes marítimas que direcionariam as caravelas naturalmente ao RN. Há uma dificuldade imensa para se chegar da Europa à Bahia e, em contraponto, facilidade para o RN. Há navegadores, sem exagero, que vão até Dakar (na África) para se aproximar do Brasil tamanho a força das correntes”.

 

A segunda evidência apontada pela professora é o monte avistado pelos portugueses ser o Pico do Cabugi, na região central do RN. Pescadores nativos até hoje tomam o Pico como referência para voltar à terra. Enquanto o Monte Pascal, na Bahia, sequer é um “monte”, mas uma torre, cortada e sem “pico”.

 

A terceira seria a presença de “aguada” no litoral, conforme consta na carta do descobrimento. Aguada seria água doce, presente nas proximidades do Marco de Touros e inexistente em Porto Seguro, na Bahia.

 

A penúltima evidência seria o Marco de Touros, diferente do fincado na Bahia. O daqui é esculpido com símbolos e brasões semelhantes ao marco chantado no município de Cananéia, em São Paulo, que seria o segundo marco português no Brasil.

 

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Na Praia do Marco, no Rio Grande do Norte, uma réplica

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 Foto do Marco original que se encontra no Forte dos Três Reis Magos, em Natal

 

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Marco de Cananéia, em São Paulo

 

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Este Padrão da conquista portuguesa conforme o previsto no Tratado de Tordesilhas não se encontra ...

 

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... no marco de Porto Seguro 

 

Por último, o argumento mais evidente apontado pelos estudiosos: consta no mapa português que eles navegaram duas mil léguas ao Sul do país para fincar o segundo marco. Essa distância corresponde exatamente o percurso do Estado potiguar a São Paulo. Caso partisse da Bahia, o segundo marco estaria fincado na Argentina.