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O CORRESPONDENTE

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18
Set18

Brasileiro analfabeto político nega o Holocausto e desconhece os perigos de uma ditadura

Talis Andrade

 

Como a Alemanha usa as escolas contra mentiras sobre o nazismo e o Holocausto

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por Clarissa Neher
BBC

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No episódio recente, um grupo de brasileiros que contestam a existência do Holocausto rebateram nas redes sociais o vídeo da embaixada alemã, alegando que as informações publicadas ali eram inverídicas e que o nazismo seria uma ideologia criada pela esquerda.

 

Essa mesma gente pede intervenção militar e vota na direita.

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Nas escolas da Alemanha, a abordagem pedagógica sobre esse capítulo histórico procura promover uma reflexão crítica sobre o passado e a sociedade, além de buscar evitar que esses crimes voltem a ocorrer no futuro.


"O ensino sobre o Holocausto lembra as pessoas dos perigos que elas mesmas estão vulneráveis se expostas a propaganda intolerante, preconceitos, injustiças, humilhação e violência potencial", afirma Peter Carrier, coordenador de um projeto de pesquisa da Unesco sobre o Holocausto na educação, promovido pelo Instituto alemão Georg Eckert.


Atualmente, o Holocausto faz parte da grade curricular na 9ª ou 10ª série, quando os alunos têm cerca de 15 anos. "A tematização do Holocausto e do Nazismo é uma parte obrigatória no currículo de História em todos os Estados da Alemanha", afirma Detlef Pech, professor de pedagogia na Universidade Humboldt de Berlim.

 

Segundo Peter Carrier, há duas maneiras principais de contextualizar o tema em escolas: no âmbito de sistemas políticos num bloco classificado como "Democracia e Ditadura", como ocorre em Berlim; ou no âmbito de regimes políticos históricos chamado de "Nacional-Socialismo", como no Estado de Hessen.

 

"O Holocausto é um ponto central da história da Alemanha, numa época em que a Alemanha trouxe muita desgraça para o mundo. O significado central deste período não deve ser subestimado. As ameaças da democracia e o que ocorre com o fim democracia também são aspectos importantes", destaca Tobias Funk, diretor na Conferência de Secretários de Educação.

 

O avanço da extrema-direita e a divulgação de notícias falsas representam, no entanto, um desafio para educadores. "Os professores precisam aprender como ajudar os jovens a não acreditar em tudo que leem na mídia e a questionar", afirma Carrier. Para isso, memoriais oferecem excelentes materiais didáticos, muitos disponíveis na internet. Transcrevi trechos

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