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O CORRESPONDENTE

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16
Jun21

Brasil registra 2.760 mortes por Covid em 24 horas

Talis Andrade

Pandemia fez Brasil desistir de sediar Copa América em 1918

Cristiane FerrMorre de Covid a cantora gospel Cristiane Ferr, que defendia cloroquina

 

O Brasil registrou 2.760 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta terça-feira (15) 491.164 óbitos desde o início da pandemia

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana — Foto: Editoria de Arte/G1

A cantora gospel Cristiane Ferr, de 51 anos, morreu em decorrência da Covid-19, em Juiz de Fora (MG), nesta sexta-feira, 11, após estar internada desde o início deste mês. Sua mãe também está infectada pelo novo coronavírus e permanece no hospital em tratamento.

A cantora defendia nas redes sociais que Prefeituras distribuíssem medicamentos sem eficácia para o “tratamento precoce” contra a Covid-19. “Seremos a maioria”, postou nas redes sociais em dezembro do ano passado, admitindo que tomava os medicamentos ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina como forma de prevenção contra o vírus.Image

 

Bolsonaro e Ramos tiram máscara durante

evento no Planalto

e ministro a usa como guardanapo

 

Jair Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, tiraram a máscara durante cerimônia no final desta terça-feira, 15. 

Imagens divulgadas pelo portal Metrópoles mostram ainda que o general chegou a usar sua máscara como guardanapo (foto acima). “Máscara multiuso?”, ironizou. 

São estes comportamentos nada educativos da elite militar, aquartelada nos mais altos cargos do Executivo, que provocam cenas de vandalismo, de fanatismo, de autocontaminação por covid 19 e/ou descaso pela própria vida, inclusive contágio de funcionários subalternos, o que constitui um abuso criminoso. Não esquecer que a primeira vítima da pandemia no Brasil foi uma humilde empregada doméstica, cujos patrões voltaram contaminados do exterior. 
 
Uma funcionária de uma padaria de Palmares Paulista (SP) teve o braço quebrado por um cliente após pedir para ele usar a máscara de proteção contra a Covid-19 no estabelecimento. A reportagem é do portal G1. 
 

De acordo com o relato da vítima Adriana Araújo da Silva, o cliente, de 45 anos, chegou à padaria na última sexta-feira (11) com a máscara na altura do queixo e ficou nervoso depois de ser advertido para usar o equipamento de forma correta.

Em seguida, ele invadiu a área onde ficam os funcionários. Adriana, então, saiu correndo, mas foi seguida e agredida com uma rasteira e um chute em um dos braços. A vítima foi socorrida e encaminhada para um hospital de Catanduva, onde precisou ser submetida a uma cirurgia,

Segundo a reportagem, o agressor foi levado para o pronto-socorro e, posteriormente, à delegacia. Equipes médicas precisaram usar medicação para acalmá-lo. O homem, que teve sua identidade protegida, foi liberado na presença do advogado, mas não prestou depoimento ao delegado de plantão. O governador João Doria precisa explicar este favorecimento de sua polícia bolsonarista.

Hoje, ao se defender das acusação das quais tem sido alvo na Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a cloroquina e o tratamento precoce como solução para a Covid-19 e desacreditou a Coronavac, vacina que já teve 49 milhões de doses enviadas ao Programa Nacional de Imunização desde o início do ano.

“Eu tenho acompanhado a atuação dos senadores dos Estados Unidos. Lá eles estão indo pra cima, dizendo que esse vírus não vem do pingulim [pangolim] e nem do morcego, foi um vírus de laboratório. Estão responsabilizando outro país”, disparou o presidente, em mais uma referência à China.
 

Logo depois, ele defendeu medicamentos que, ao contrário da vacina, não têm comprovação de eficácia contra a Covid-19. “[Cloroquina] É medicamento baratíssimo. Então, a indústria farmacêutica não se preocupa com isso, se preocupa com as vacinas, que são caras. E nós não sabemos ainda por quanto tempo a pessoa, uma vez tomando uma vacina, vai ficar imunizada”, disse.

“Tem uma delas, que é a segunda mais usada aqui, a Coronavac, que o prazo de validade dela parece que é em torno de seis meses. E assim mesmo tem muita gente que tem tomado e não tem anticorpo nenhum. Então, essa vacina não tem uma comprovação científica ainda”, discursou o presidente, que tem investido em se contrapor ao adversário político João Doria (PSDB), governador de São Paulo e protagonista na negociação que trouxe a chinesa Coronavac ao Brasil.

Quando a país era governado por um presidente responsável, que amava o povo, e prezava a vida do próximo: Pandemia fez Brasil desistir de sediar a Copa América em 1918. Leia aquiColuna | Gripe Espanhola: a pandemia esquecida que | Brasil de FatoHistória: recomendações para conter Coronavírus são as mesmas da Gripe  Espanhola - Diário do Rio de Janeiro
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