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Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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24
Fev21

Brasil chega a 250 mil mortos por covid-19

Talis Andrade

Mulher indígena chora a morte de seu marido para a covid-19, em janeiro, em Manaus

Mulher indígena chora a morte de seu marido para a covid-19, em janeiro, em Manaus

Marca é alcançada enquanto país atravessa seu pior momento da pandemia, com alto número diário de casos e mortes

por DW

 

O Brasil superou nesta quarta-feira (24/02) os 250 mil mortos pela covid-19, marca alcançada dois dias antes de o país completar um ano da identificação do primeiro caso da doença em território nacional. O número de casos confirmados da doença no país está em 10,3 milhões.

Segundo levantamento de um consórcio da imprensa brasileira, formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S. Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, foram registradas 1.390 mortes até as 18h18 desta quarta, totalizando 250.036 mortes. Os dados são compilados a partir de informações prestadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

A quantidade é ligeiramente diferente da informada pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), que contabilizou 1.428 mil novas mortes nesta quarta e 249.957 óbitos acumulados. Os números variam por conta do horário de coleta de dados e de problemas na divulgação dos dados de alguns estados.

Segundo o Ministério da Saúde e o Conass, foram registrados nesta quarta 66.588 casos novos, totalizando 10.324.463 pessoas infectadas desde o início da pandemia. Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

Alto patamar de mortes

A barreira dos 250 mil mortos foi rompida no pior momento da pandemia no Brasil, que vê o número diário de vítimas pela doença em alta enquanto outros países, como os Estados Unidos, Reino Unido e México, registram tendência de queda.

Esta deverá ser a sexta semana seguida com mais de 7 mil mortes semanais no país, superando o primeiro pico da doença, ocorrido em julho do ano passado. Pelo critério da média móvel de sete dias, são 34 dias seguidos com mais de mil mortes diárias, também superior ao pico da doença em 2020. Mantido o ritmo atual, o Brasil pode superar as 300 mil mortes ainda em março.

O momento dramático é atribuído à circulação de variantes mais contagiosas do vírus, ao relaxamento das medidas de distanciamento social e à baixa velocidade da campanha de vacinação contra a covid-19, que alcançou menos 3% da população. Segundo o consórcio da imprensa brasileira, até esta quarta 6.134.907 pessoas haviam recebido ao menos a primeira dose da vacina.

A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 118,6 no Brasil, a 22ª mais alta do mundo, quando desconsiderados os países nanicos San Marino, Liechtenstein e Andorra.

Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 28,2 milhões de casos, e da Índia, com 11 milhões. Mas é o segundo em número absoluto de mortos, já que mais de 502 mil pessoas morreram nos EUA.

Ao todo, mais de 112 milhões de pessoas já contraíram o coronavírus no mundo, e 2,49 milhões morreram.

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