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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

01
Jun20

Bolsonaro usa o Exército como a milícia usa a PM

Talis Andrade

e dai? .jpeg

 

 

por Fernando Brito

- - -

Não duvide que, daqui a alguns dias, que Bolsonaro, em lugar de um helicóptero do Exército e um cavalo da Polícia Militar, apareça desfilando em um veículo militar diante de seu eleitorado caninamente fiel e feroz.

É a maneira dele mostrar ao país que tem outras feras, mais bem armadas do que com a Glock de Carluxo e Dudu e a Winchester de Olavo de Carvalho.

É exatamente como fazem as organizações milicianas – no Rio de Janeiro e já em outras partes do país – com as forças policiais. Embora nem todos os comandos sejam seus cúmplices, há farto apoio policial a ação destes grupos, o que inibe protestos e oposição de qualquer um que queira confrontar o poder da milícia.

Exatamente como faz Bolsonaro para intimidar a reação política e judicial ao seus abusos e garantir a impunidade dos grupos subversivos que o apoiam: fazer com que todos tenhamos medo de uma ação militar que imponha a obediência geral ao seu poder abusivo e a implantação de seu desejado modelo autoritário.

A questão é, como bem destacou hoje Luís Nassif, é que só há uma maneira de sabermos se Bolsonaro conta de fato, ou não, com suporte militar para deslanchar definitivamente seu projeto de sufocamento das liberdades e das instituições: enfrentá-lo.

Se não o fizer, ele vai levando, como até agora levou, “no grito”.

A conduta passiva do Legislativo – gaguejante com Rodrigo Maia e muda com Davi Alcolumbre – só o ajuda e deixa os ministros do STF, que não são propriamente talhados para a luta política.

Pode ser que Bolsonaro esteja mesmo apostando numa escalada, sabendo que lhe é fácil usar a polícia para usar a imagem de um movimento desordeiro a justificar sua estratégia autoritária.

Pode ser, mas se – de olho aberto e juízo na cabeça – não externarmos a oposição à implantação de uma ditadura, uma ditadura, então, já está implantada.

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