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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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13
Mar20

Bolsonaro nega e o filho deputado confirma que o pai presidente tem coronavírus

Talis Andrade
Bolsonaro postou nas redes sociais que seu exame de coronavírus deu negativo — Foto: Reprodução/FacebookBolsonaro postou nas redes sociais que seu exame de coronavírus deu negativo — Foto: Reprodução/Facebook

Bolsonaro postou nas redes sociais que seu exame de coronavírus deu negativo

Faltou explicar o gesto de dar bananas (1). Talvez porque a imprensa dos Estados Unidos tenha publicado que seu teste de coronavírus deu positivo.Reportagem divulgada no site da rede de TV Fox News sobre resultado positivo para coronavírus em teste feito por Bolsonaro — Foto: Reprodução

“Depois de contar à Fox que seu pai fez um teste POSITIVO preliminar para coronavírus, Eduardo Bolsonaro agora conta que o teste foi negativo. Bolsonaro diz que entrou em contato com a Casa Branca", esclareceu o jornalista. 

Veja a sequência de postagens de John Roberts esclarecendo o assunto: 

John Roberts@johnrobertsFox
 

Bolsonaro’s son told @FoxNews that the preliminary test for coronavirus on his father has come back positive. They are waiting results on a second test.

John Roberts@johnrobertsFox
 

After telling @FoxNews that his father had a preliminary POSITIVE test for coronavirus, Eduardo Bolsonaro now tells @FoxNews the test was NEGATIVE. Bolsonaro says has been in touch with the White House.

John Roberts@johnrobertsFox
 

Clarification coming in from Brazil...Eduardo Bolsonaro tells @FoxNews that a second, confirmative test on @jairbolsonaro has come back NEGATIVE for coronavirus

(1) Cuidado com a banana.
 

De acordo com Luís da Câmara Cascudo, esse gesto obsceno representaria o órgão reprodutor masculino e, a mão fechada, o ato de introduzi-lo no ânus de quem está se xingando. Dar uma banana é um gesto comum também – e igualmente ofensivo – em Portugal, onde é chamado de “manguito” ou “mangarito”, na Espanha, na Itália e na França.

Escreve Josué Machado: Dada a frequência do uso sem cerimônia do bananento gesto, parece que a maioria das pessoas ignora que ele significa bem mais do que desdém e desprezo. Bem mais: tem o mesmo significado da exibição do dedo médio em riste, gesto aparentemente inventado pelos americanos para mimosear motoristas irritados e outros desafetos eventuais. Algo com o mesmo significado do sonoro “vão tomar caju”, aquela decorosa expressão com que Luiz Inácio já havia brindado a moçada da Lava Jato e outras pessoas que desama. Nada estranho, portanto, ao descontraído, rico, rouco e rubro vocabulário usual inaciano.
 
O fato é que herdamos de Portugal, onde é ou era comum, o dar bananas, obsceno pelo menos na origem. Significa o mesmo que “manguito, dar manguito, apresentar as armas de São Francisco”, diz Mário Souto Maior em seu Dicionário do Palavrão e Termos Afins, (5ª edição, Record, 1990). O braço empinado, mão fechada, é símbolo um tanto evidente.
 
Souto Maior lembra que na Itália o gesto vulgar tem o nome de farmanichetto; e na Espanha, hacer um corte de mangas. Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), citado por Souto Maior, aponta o cupido no quadro de Joseph-Marie Vien (1716-1809), La Marchande d’Amours, que faz o angelical gesto bananífero.
 
 
 
 
Numa das acepções do verbete dedicado à saudável banana, o Houaiss registra “gesto ofensivo que consiste em dobrar o braço com a mão fechada, segurando ou não o cotovelo com a outra mão; manguito”. Mas não lhe revela o grau de ofensa. O Aurélio só aponta o gesto no verbete “manguito”. No Aulete Digital, “gesto grosseiro e ofensivo que consiste em dobrar o braço com o punho fechado, apoiando ou não a outra mão na dobra do cotovelo; MANGUITO.”
 
Nem é preciso lembrar que a banana dá nome à expressão e simboliza o gesto por causa de alguma semelhança indecorosa com certo apêndice masculino quando em impertinente estado de alerta máximo.
 
Coisa lamentavelmente deselegante em público e quando desnecessário.
 
 
 

 

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