Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

25
Mar20

Bolsonaro assinou sua sentença de morte política

Talis Andrade

 

coronavirus gripe.jpg

 

 

por Fernando Brito

O governo Bolsonaro, nos próximos dias, vai desmanchar, dissolver-se.

Desenha-se a cena final de sua saída.

Todas as suas bases de sustentação política, já trincadas, estão desmoronando a olhos vistos.

Sua matilha fascista, as milícias virtuais da quais se valia para para assustar e intimidar a opinião pública e as instituições, encolheu e não são poucos os que, fugindo de Berlim, arrancam dos braços a suástica bolsonarista para sobreviver.

Seu apoio do Congresso é virtualmente zero. Nada do que propuser por esta via será aprovado, ou o será completamente desfigurado.

Se não cair no Supremo, onde já não tem sequer um voto.

Começará a debandada de ministros, embora seu ministério, sem representatividade política, seja essencialmente composto de sabujos e nulidades. Ainda assim, com mulheres, filhos, parentes a pressioná-los.

Sempre digo que quando você não consegue se explicar em casa, a coisa vai mal.

Mas, sobretudo, Jair Bolsonaro perdeu o indevido aval político que lhe deram as Forças Armadas, quando o general Edson Leal Pujol, em pronunciamento pelas redes oficiais do Exército, definiu o combate à epidemia como “a missão mais importante de nossa geração”.

Não seria, se fosse “uma gripezinha” que não exigisse um isolamento e uma paralisação quase total do país.

Embora sejamos, agora, a terra dos caráter fraco e das coluna vergada, Bolsonaro e seu transtornado núcleo familiar chegaram ao ponto de se tornarem intoleráveis até mesmo dentro das estruturas de governo.

O que assistimos ontem foi a aparição de um morto-vivo, de um zumbi contaminante a quem os que conservam um pingo de sanidade, precisam sepultar o quanto antes.

Porque Bolsonaro apodrece em praça pública, um morto que brinca com a vida dos vivos.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub