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O CORRESPONDENTE

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06
Jul19

Bolsonaro à espera do Lula com foguetório em Curitiba: foi coincidência ou armação?

Talis Andrade

scuby lula e os cachorros vaza.jpg

 

 

por Jeferson Miola

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Em 4 de março de 2016, dia em que Moro mandou a PF devassar a casa do Lula e o Instituto Lula às 6 horas da manhã e ordenou a condução coercitiva do ex-presidente, o então deputado federal Jair Bolsonaro esperava Lula com foguetório em frente à sede da PF em Curitiba.

O espetáculo original planejado por Moro consistia em sequestrar Lula para transferi-lo a Curitiba e depositá-lo na sede da PF em prisão provisória.

Por força, entretanto, de eventos e circunstâncias que a história ainda haverá de esclarecer, o sequestro do Lula não se consumou naquele momento.

Presume-se que policiais da Aeronáutica em plantão no aeroporto de Congonhas, sob o comandado de um coronel da Aeronáutica, teriam suspeitado da estranha movimentação dos agentes federais com Lula e os impediram de embarcar o ex-presidente no avião que o levaria ilegalmente a Curitiba [ler aqui e aqui].

Em decorrência disso, Moro abortou o plano original e mandou a PF colher o depoimento do Lula ali mesmo, no aeroporto de Congonhas. Com isso, a comemoração armada por [ou para] Bolsonaro ficou comprometida.

O jornal Gazeta do Povo de 2 de março de 2016 [aqui] noticiou agenda de Bolsonaro na capital paranaense no dia 4 de março a convite do então deputado federal Fernando Francischini, que atualmente é deputado estadual [em 2018, Fernando também elegeu seu filho Felipe Francischini deputado federal pelo bolsonarista e laranjeiro PSL].

Naquela época, Bolsonaro já percorria o país como pré-candidato [aqui]. É notória a conveniência, para Bolsonaro, de uma performance política justamente às custas da humilhação e do ultraje daquele que era seu principal inimigo e único obstáculo ao projeto de se eleger à presidência do Brasil.

Por outro lado, Fernando Francischini, organizador daquela agenda, é delegado da PF e elemento profundamente identificado – no ódio ao PT, no arbítrio e nos métodos fascistas – com a força-tarefa da Lava Jato.

As revelações do Intercept poderão esclarecer se a presença do Bolsonaro em Curitiba exatamente no mesmo dia que Moro planejara humilhar Lula foi mera coincidência ou, ao contrário, uma armação da Lava Jato.

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